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Caso Acioli: inspetor diz em julgamento que réu afastou PMs que protegiam juíza

Sentença de Claudio Luiz Silva Oliveira deve ser conhecida na madrugada desta quinta

Rio de Janeiro|Do R7

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O inspetor da Polícia Civil Ricardo Henrique Ferreira disse, durante o julgamento do tenente-coronel Claudio Luiz Silva Oliveira, acusado de mandar matar a juíza Patricia Acioli, que o réu foi responsável por mandar afastar a escolta de dois policiais que faziam a proteção dela em dezembro de 2010. De acordo com Ferreira, Oliveira era temido pelas práticas de violência e morte.

O ex-comandante geral da PM, coronel Mário Sérgio de Brito, também prestou depoimento e disse que os PMs que trabalhavam com a juíza foram retirados da proteção de Patricia porque a polícia estava recuperando efetivo para montar batalhões de campanha para a ocupação do Alemão.


O julgamento do tenente-coronel Claudio Luiz Silva Oliveira, ex-comandante do Batalhão de Polícia Militar de São Gonçalo (7º BPM) e acusado de ser o mandante da morte da juíza Patrícia Acioli, assassinada em agosto de 2011, não será interrompido e terminará ainda nesta quinta (20) ou na madrugada de sexta (21). A determinação é da juíza Nearis Santos Carvalho Arce, que preside o julgamento, iniciado às 9h30.

Na primeira fase, que se encerrou às 17h50, foram ouvidas seis testemunhas de acusação. Em seguida, deverão ser ouvidas cinco testemunhas de defesa. A irmã da juíza assassinada, Simone Acioli, disse que a família só vai descansar quando todos os envolvidos forem presos.


— O caso da minha irmã é só mais um exemplo da vergonha à que chegou a nossa polícia. Em vez de [a polícia] nos proteger, a gente se sente ameaçada e com medo dela. Ainda tem muito juiz ameaçado, no país inteiro, sem proteção. O nível de insegurança ainda é grande. Nós só vamos descansar quando todos os 11 [envolvidos] forem condenados—, declarou Simone.

Após a última testemunha de defesa ser ouvida, o julgamento entrará nas fases de réplica e tréplica entre a promotoria e a defesa. Em seguida, os sete jurados se reunirão para decidir se o tenente-coronel é culpado ou inocente. Ele já cumpre prisão preventiva em presídio federal no estado de Rondônia.

* Colaborou PH Rosa, do R7.

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