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Caso Henry Borel: PGR pede ao Supremo volta de Monique Medeiros à prisão

Ré é acusada de ter torturado e matado seu filho de quatro anos em 2021, no Rio de Janeiro

Brasília|Bruna Pauxis e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A PGR pediu ao STF o restabelecimento da prisão de Monique Medeiros, acusada de torturar e matar seu filho, Henry Borel, em 2021.
  • A solicitação foi feita em uma Reclamação Constitucional movida pelo pai da vítima, Leniel Borel.
  • Monique havia sido libertada em março de 2026 devido a um “excesso de prazo” na condução do caso, mas sua liberação é contestada pelo MPF.
  • A PGR argumenta que a gravidade do crime e tentativas de coação a testemunhas justificam a manutenção da prisão preventiva.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Monique foi solta em março deste ano após adiamento de sessão do Tribunal do Júri Fernando Frazão/Agência Brasil - Arquivo

A PGR (Procuradoria-Geral da República) manifestou-se ao STF (Supremo Tribunal Federal) defendendo o restabelecimento da prisão de Monique Medeiros. Ela é acusada pela tortura e pelo homicídio de seu filho, Henry Borel — crimes ocorridos em 2021, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

O parecer foi apresentado em uma Reclamação Constitucional movida por Leniel Borel, pai da vítima e assistente de acusação no processo.


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A ação contesta a decisão da 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro que libertou Monique sob o argumento de “excesso de prazo” na condução do caso. Agora, cabe ao ministro Gilmar Mendes a decisão final sobre o retorno da ré ao cárcere.

Monique foi solta em março de 2026, após o adiamento da sessão do Tribunal do Júri. Na ocasião, os advogados do corréu, o ex-vereador Jairinho, abandonaram o plenário, o que inviabilizou o julgamento.


Diante da remarcação da audiência para 25 de maio, o tribunal entendeu que a manutenção da custódia seria ilegal por tempo excessivo.

Coação e ameaça

O MPF (Ministério Público Federal), no entanto, argumenta que o relaxamento da prisão afronta decisões anteriores do próprio STF que já haviam ratificado a necessidade da detenção.


O órgão sustenta que a demora no processo não pode ser atribuída à Justiça, mas sim à própria defesa, já que o adiamento foi causado pelo abandono do plenário pelos advogados e pela recusa de Monique em aceitar a separação do seu julgamento em relação ao de Jairinho.

Além disso, a PGR destacou três motivos principais para a manutenção da prisão preventiva: a gravidade concreta do crime, relatos de coação e ameaça a testemunhas e o descumprimento de medidas cautelares pela ré, que teria utilizado redes sociais mesmo estando proibida durante o período de prisão domiciliar.

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