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Caso Ágatha: PMs não depõem na condição de suspeitos, diz delegado

Oito policiais militares patrulhavam a localidade da Fazendinha, no Complexo do Alemão, quando menina foi atingida por tiro de fuzil

Rio de Janeiro|Bruna Oliveira, do R7


PMs cobriram a cabeça na delegacia
PMs cobriram a cabeça na delegacia

Oito policiais militares foram ouvidos na Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (23), na condição de testemunhas da morte da menina Ágatha Felix. A criança de 8 anos foi atingida por um tiro fuzil, quando estava dentro de uma Kombi, no Complexo do Alemão, na noite de sexta-feira (20). O caso gerou protestos pelo fim da violência policial.

Protestos cobram investigação rigorosa sobre morte de Ágatha

“Os PMs não são suspeitos. Eles são ouvidos na qualidade de testemunhas, assim como ocupantes da Kombi e familiares”, afirmou o delegado Daniel Rosa, que está a frente do caso.

A Polícia Civil apura quem é o autor do disparo que matou a menina. Segundo Rosa, não havia operação policial no momento em que Ágatha foi baleada. No entanto, o delegado evitou falar sobre a versão apresentado pelos PMs sobre o caso. Segundo ele, o conteúdo dos depoimentos será mantido em sigilo com intuito de preservar a investigação, além de garantir maior qualidade para a realização da reprodução simulada.

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Daniel Rosa confirmou ainda que as sete armas, que estavam com os militares no momento do patrulhamento, foram apreendidas. Apesar de terem sido levadas para perícia apenas 72 horas após o crime, o delegado disse acreditar que não houve “prejuízo” para investigação.

O delegado ressaltou ainda que os investigadores ainda não sabem se o fragmento de projetil removido do corpo da criança será capaz de ajudar na elucidação do caso:

“Foi encontrado um fragmento de projetil no corpo. Agora, veremos se é possível definir o calibre da arma e, em um segundo momento, se é possível realizar um confronto balístico com intuito de responder as perguntas: de onde partiu o tiro; quem atirou e se estava tendo confronto. Tudo isso vai ser esclarecido ao longo da investigação”, afirmou Daniel Rosa. 

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