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Caso Amarildo: “Enquanto eu estiver vivo vou atrás de justiça pelo meu pai”

Anderson Gomes diz que família vinha sendo ameaçada antes do sumiço do pai

Rio de Janeiro|Do R7, com Balanço Geral

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"Eu não tenho medo dos policiais. Enquanto eu estiver vivo, eu vou atrás de justiça pelo meu pai", diz Anderson Gomes
"Eu não tenho medo dos policiais. Enquanto eu estiver vivo, eu vou atrás de justiça pelo meu pai", diz Anderson Gomes

Anderson Gomes, filho do pedreiro Amarildo Dias de Souza, desaparecido desde o dia 14 de julho, disse, em entrevista ao Balanço Geral RJ, que o pai sumiu após ser levado por cerca de 15 policiais durante a Operação Paz Armada, na Rocinha, zona sul do Rio. Segundo o rapaz, alguns deles estavam encapuzados.

Emocionado, Anderson contou que a família dele teve de se mudar da comunidade com medo de ameaças de policiais.


— Eu não tenho medo dos policiais. Enquanto eu estiver vivo, eu vou atrás de justiça pelo meu pai. Não vou deixar isto impune.

Policiais da Divisão de Homicídios realizarão, nesta quarta-feira (7) novas diligências na Rocinha, a partir das 7h30. Durante as diligências de terça (6), policiais refizeram o caminho percorrido por Amarildo de Souza com base em depoimentos.


Ameaças antes do sumiço

Anderson afirmou que, antes do desaparecimento, a família havia recebido ameaças. Entretanto, eles nunca acreditaram que algo pudesse acontecer. O jovem disse que o pai sempre ajudou todo mundo e não negava favor aos amigos.


De acordo com Anderson, a família descarta que o pedreiro seja encontrado com vida. Ele diz que não sabe como explicar para a irmã de seis anos o paradeiro de Amarildo.

— Ela diz que o pai vai chegar com um bolo bem grande pra ela. Como vou explicar que ele não vai trazer o bolo dela? Quem fez isso não pensou que ele tinha uma família.


O filho do pedreiro diz que os policiais que afirmaram não conhecer Amarildo, sempre passavam na porta da casa dele e o cumprimentavam. Anderson ainda questionou por que nenhuma câmera de segurança registrou o momento em que o pai saiu da averiguação.

— Nós não vamos ficar quietos, nós queremos uma resposta.

Veja a entrevista:

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