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Perito diz que Henry Borel teve morte sofrida e lenta

O legista Luiz Carlos Prestes descartou que o óbito tenha sido provocado por acidente doméstico ou massagem cardíaca

Rio de Janeiro|Do R7

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Morte de Henry Borel foi causada por hemorragia interna por dilaceração do fígado Reprodução/RECORD

No quinto dia de julgamento do casal Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Junior, o perito Luiz Carlos Prestes prestou depoimento no II Tribunal do Júri e descartou que a morte do menino Henry Borel tenha sido provocada por acidente doméstico ou massagem cardíaca.

O perito disse que as lesões da cabeça, o edema cerebral e as hemorragias também contribuíram para a morte do garoto, mas que a causa principal foi a hemorragia interna por dilaceração do fígado.


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De acordo com o legista, massagem cardíaca bem feita não provocaria as lesões existentes em Henry, porque é feita em uma parte completamente diferente do corpo.

Segundo a testemunha, uma queda da cama ou uma massagem cardíaca não poderiam ter causado a morte, já que uma hemorragia só se dá em indivíduo vivo.


Luiz Carlos ainda falou que qualquer médico poderia verificar que o menino estava sem vida, já que o corpo dele tinha flacidez muscular, sem qualquer movimentação, indicando que Henry se encontrava inconsciente.

Ao analisar o laudo cadavérico de Henry, o perito explicou que a dilaceração do fígado só poderia ter sido ocasionada por um fator externo. “O acidente doméstico no máximo poderia produzir uma ou duas lesões próximas.” E acrescentou: “Essa criança sofreu. Além dessas lesões, a morte foi lenta.”


De acordo com a denúncia do Ministério Público, Jairinho agredia o menino Henry, e a mãe era omissa diante da violência. Mensagens no celular da babá fizeram a polícia descobrir que Monique foi avisada sobre o que acontecia com o filho.

No dia da morte de Henry, a criança foi levada pelo casal, já sem vida, ao hospital, de acordo com a médica responsável pelo atendimento. O exame de necropsia apontou 23 lesões no corpo da vítima.

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