Rio de Janeiro Caso Rian: após morte do filho, mãe faz alerta contra chá alucionógeno

Caso Rian: após morte do filho, mãe faz alerta contra chá alucionógeno

Brita Brazil acredita que chá alucinógeno pode ter influenciado na morte do filho

Caso Rian: após morte do filho, mãe faz alerta contra chá alucionógeno

Brita Brazil perdeu o filho Rian no último dia 3 de março.

Brita Brazil perdeu o filho Rian no último dia 3 de março.

Reprodução / Facebook

A mãe do neto de Chico Anysio usou as redes sociais nesta terça-feira (8) para alertar sobre os possíveis riscos da ayahuasca. O chá alucinógeno usado em rituais religiosos foi apontado por Brita Brazil como uma provável causa da saída do jovem de 25 anos da cidade do Rio e a morte.

"Morri dia 3 de março de 2016. O que ficou foi uma mãe, tentando alertar a todas as outras, e a todos jovens que não tomem isso, pelo amor de Deus. Cuidado com o ayhuasca, santo daime, ou como queiram chamar. Erva indígena deixa pro indígena. É isso, Leona Cavalli. É o fim de uma vida, duas vidas."

Em outra mensagem, Brita disse que não quer perder tempo com processos jurídicos. "Leona, se quer brigar, briga sozinha, nem advogado vou aceitar. Quando você perde seu filho amado assim, você pode tudo. Eu me permito. Se quiser me prender nem precisa gastar tempo com processo."

A atriz Leona Cavalli deve processar Brita Brazil, mãe de Rian Brito, após declarações da cantora em redes sociais sobre o uso de ayahuasca.

O (Conad) Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas do Brasil retirou, em 2006, a ayahuasca da lista de drogas alucinógenas. Por meio de parecer do órgão, a bebida psicoativa a base de plantas foi regulamentada para fins religiosos. Curas obtidas em rituais com a bebida são consideradas como resultados da fé.

Na segunda-feira (7), Leona afirmou que Rian Brito, encontrado morto na última quinta-feira (3) no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, que o neto de Chico Anysio frequentou o Porta do Sol, Centro de Estudos Xamânicos de Expansão da Consciência por quatro vezes em 2014. Leona, que integra a organização, se manifestou por meio de seu perfil no Facebook após ser alfinetada pela mãe do rapaz e pela amiga dela, a atriz Tássia Camargo.

A organização que, segundo Leona, é inscrita no Conad, ministra a ayahuasca. Leona afirmou que, em uma das vezes em que esteve no centro Porta do Sol, Rian estava acompanhado de sua mãe. A atriz disse ainda que não voltou a ver Rian tampouco manteve nenhum tipo de relação com o rapaz.

Na sexta-feira passada (4), a Polícia Civil informou, em entrevista à imprensa, que exames foram realizados para saber se Rian estava sob efeito de drogas antes de entrar no mar em Quisamã, norte fluminense. A família negou essa possibilidade.

Procurada pelo R7, a DPPA (Delegacia de Descoberta de Paradeiro) afirmou na última segunda-feira que o uso do chá alucinógeno não é objeto da investigação.

Após a análise do perfil do rapaz, a polícia trabalhava com a hipótese de Rian ter se afogado por estar debilitado e cansado — ele costumava jejuar. O mar na região é agitado.