Caso Santiago: réus se recusam a falar e audiência sobre morte de cinegrafista termina em 10 minutos
O juiz do caso agora deve decidir se caso vai a júri popular
Rio de Janeiro|Do R7

Durou cerca de 10 minutos a audiência de instrução e julgamento, nesta sexta-feira (25), que apura a morte do cinegrafista Santiago Andrade, atingido por um artefato explosivo durante uma manifestação no centro do Rio, no dia 6 de fevereiro. As três testemunhas seriam ouvidas foram liberadas pela defesa.
Segundo a Justiça, os réus Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza se recusaram a falar. Eles respondem pelos crimes de explosão e homicídio doloso triplamente qualificado (motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e uso de explosivo).
O juiz do caso deve decidir se caso vai a júri popular, caso ele entenda que houve dolo intenção de matar.
Tortura
Em depoimento no início do mês, a mãe de Fábio Raposo, a professora Marize Damasceno Raposo afirmou que o jovem teria sido vítima de tortura na Cadeia Pública José Frederico Marques, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio e relatou ter tido dificuldade de visitar o filho.
— Depois de muita luta eu consegui visitar. Ele sofreu tortura física e psicológica. Assim que chegou a Bangu começou a apanhar. Apanhou do nada, levou um tampão na cabeça, tapão na cara, chinelada na bunda. Por mais de 20 dias, foi torturado lá dentro.
Santiago Andrade era cinegrafista da TV Bandeirantes e foi atingido por um rojão enquanto cobria uma manifestação contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro, perto da Central do Brasil, em 6 de fevereiro, e morreu quatro dias depois.
















