Rio de Janeiro Cedae retoma abastecimento após manobra para evitar geosmina

Cedae retoma abastecimento após manobra para evitar geosmina

Presidente diz que cheiro e gosto apontado por moradores é indício de proliferação da algas, mas análise ainda não apontou resultado

A Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgoto) retomou a produção na manhã desta sexta-feira (22) após paralisar a ETA (Estação de Tratamento de Água) no Guandu, Baixada Fluminense por 10 horas para conter o avanço de algas no sistema.

Serviço na Estação do Guandu foi suspenso por 10 horas

Serviço na Estação do Guandu foi suspenso por 10 horas

Tomaz Silva/Agência Brasil

Nos últimos dias, moradores de diversas localidades da região metropolitana voltaram a reclamar do cheiro e do gosto da água que chegava em suas torneiras. No início de 2020, a crise da geosmina afetou o abastecimento no Rio de Janeiro provocando o mesmo problema.

Em entrevista à Record TV Rio, nesta sexta, o presidente da Cedae, Edes Fernandes de Oliveira, disse que a manobra foi feita para que problemas com floração de algas fossem evitados.

Entretanto, ele disse que ainda não tem como afirmar se a água que chegou turva e com gosto estranho em algumas residências eram resultado da geosmina.

“O cheiro e o gosto na água notificados nos dias 20 e 21 são característicos da geosmina, mas só uma análise laboratorial vai poder confirmar essa hipótese."

Oliveira afirmou que com a retomada do abastecimento, o problema foi resolvido e que análises feitas após a interrupção já mostravam que o gosto e odoro não estavam mais na água.

Em nota, a Cedae informou que o abastecimento não deve sofrer alterações em imóveis com sistema interno de reserva. Já áreas de ponta de sistema, longe da ETA, e em costas elevadas, o abastecimento pode levar até 48 horas para ser normalizado.

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