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Com apoio de facção, quadrilha que roubava medicamentos para câncer participou de 40 crimes

A rede criminosa usava empresas de fachada para revender as cargas desviadas e se infiltrar em licitações para hospitais públicos

Rio de Janeiro|Do R7

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Medicações eram desviadas e revendidas no território nacional RECORD

A quadrilha que roubava e revendia medicações para tratamento contra o câncer participou de cerca de 40 crimes semelhantes no Rio de Janeiro. Cinco pessoas foram presas, incluindo o homem apontado como chefe do esquema. As investigações da Operação Metástase continuam para identificar outros envolvidos.

A Polícia Civil revelou que o grupo usava criminosos fortemente armados para tomar as cargas transportadas em rodovias fluminenses. Uma das suspeitas é que funcionários de transportadoras tenham colaborado com os assaltos.


Na sequência, o grupo levava o material para o Complexo da Maré, na zona norte, onde contava com o apoio territorial e bélico de traficantes do TCP (Terceiro Comando Puro). Na comunidade, os medicamentos eram separados para envio por meios terrestres e aéreos em outros estados.

Além do núcleo de roubadores, a polícia identificou uma estrutura financeira da rede criminosa que usava empresas de fachada e documentos falsificados para revender os medicamentos desviados. O esquema fez negócios com unidades particulares e ainda se infiltrou em licitações para fornecer os remédios para hospitais particulares.


Para a polícia, o crime é ainda mais grave porque esses medicamentos precisam de um controle rígido de conservação e armazenamento. “Se trata de uma ameaça direta à vida de pacientes oncológicos. Pacientes que estão em momento tão delicado de suas vidas e tomam medicamentos sem eficácia comprovada”, disse o delegado.

O delegado Luiz Eduardo Moura, da DRFC (Delegacia de Roubos e Furtos), confirmou que o esquema movimentou ao menos R$ 33 milhões, mas calcula que o montante pode ser ainda maior. “Somente com o líder da organização criminosa foram apreendidas caixas de medicamentos avaliadas em R$ 4 milhões”.


Por conta dos prejuízos, a polícia pediu o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias e bens, como imóveis e veículos de luxo.

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