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Com atraso de 8 dias, policiais recebem segunda parte de salário nesta quinta (13)

Somente os servidores da Educação receberam em dia, no começo do mês

Rio de Janeiro|Do R7

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Os agentes de segurança do Estado do Rio, como policiais militares e civis, recebem os 30% restantes de seus salários nesta quinta-feira (12). Por volta das 18h, a Secretaria Estadual de Fazenda confirmou que o depósito foi efetuado. Agentes da ativa haviam recebido a maior parte do seu salário no terceiro dia útil do mês. Já os inativos, que ainda não viram nenhuma parte dos seus salários neste mês, também recebem 100% dos seus salários hoje, conforme informou a secretaria.

De acordo com a pasta, o arresto que as contas do Estado vêm sofrendo não afetou o cronograma inicial de pagamento. Até o dia 17 de outubro, diz o governo do Rio, "será feito o pagamento do restante da folha salarial do funcionalismo estadual, de acordo com o fluxo de caixa".


Por decisão judicial, o governo do Estado deve efetuar o pagamento da folha salarial até o terceiro dia útil de cada mês. Como isso não vem ocorrendo, a Justiça do Rio tem feito arrestos nas contas do Estado. Ou seja, oficiais de justiça vão aos bancos e determinam o bloqueio de valores que estiverem nas contas do governo para pagar os servidores.

Saída de Beltrame e crise na segurança


Além de afetar o salário dos servidores, a crise financeira também atinge áreas fundamentais do Estado fluminense, como a saúde, a educação e a segurança. No dia seguinte aos confrontos na comunidade Pavão-Pavãozinho, que assustaram Ipanema e Copacabana, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, pediu exoneração após dez anos no cargo.

A falta de recursos é apontada por especialistas como a causa do aumento dos índices de violência. O crescimento da criminalidade forçou Beltrame a pedir demissão. Fernando Veloso, chefe da Polícia Civil, também pediu demissão, reclamando de pouco dinheiro.


— É uma situação crítica porque essa capacidade de postergar determinada questão aqui para priorizar outra determinada aqui, que é prioridade, ela funciona por um tempo, mas vc não consegue manter isso razoavelmente por um período muito longo.

Segundo Veloso, com o aprofundamento da crise, a verba para a Polícia Civil este ano foi 65% menor do que o previsto. Com pouco dinheiro, a opção foi adotar uma política de racionamento de combustível para as viaturas, comprar menos munição e reduzir o treinamento dos policiais.


Os contratos de manutenção dos três helicópteros da Polícia Civil ainda não foram renovados. Com isso, as aeronaves não estão operando.

— Não há como fazer polícia sem recursos, não tem polícia sem recurso.

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