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Com falta de chuvas, Vigilância Sanitária do município do Rio intensifica análise da água

A medida é para evitar que a água, por estar mais perto do solo, tenha queda de qualidade

Rio de Janeiro|Do R7

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A Vigilância Sanitária do município do Rio de Janeiro decidiu aumentar os pontos de coleta de água para análise em laboratório. As motivações da decisão, anunciada nesta terça-feira (4), são a estiagem e o baixo nível dos mananciais do Guandu e do Paraíba do Sul. Em situação crítica, a bacia do Paraíba do Sul opera atualmente com 10% da capacidade. Gerente de Vigilância e Fiscalização Sanitária em Águas de Abastecimento da prefeitura, Célia Borges explicou que a medida é para evitar que a água, por estar mais próxima do solo, apresente queda de qualidade.

— Com os níveis dos reservatórios muito baixos, a turbidez da água aumenta, contribuindo com o crescimento de alguns microorganismos. Sentimos necessidade de aumentar esses pontos para garantir cobertura maior dos territórios da cidade, principalmente com o período de estiagem, quando a água fica mais vulnerável.


Além dos 100 locais com água analisada mensalmente, 50 novos pontos de coleta de amostras serão instalados em escolas, hospitais, postos de saúde e prédios públicos. O plano de amostragem deve funcionar integralmente a partir de janeiro de 2015.

O município é atendido por 13 unidades de tratamento de água. Conforme Célia Borges, algumas dessas unidades são operadas pela Cedae (Companhia Estadual de Água e Esgoto) e não têm sistema de filtração. Por isso, a água é captada diretamente do manancial e apenas clorada, antes de ser distribuída.


— São essas unidades que precisam de maior atenção. Por conta disso, também intensificamos o número de amostras.

Célia lembrou que, pela falta de cuidado com reservatórios, os maiores perigos de contaminação são a própria residência. Segundo ela, eles tendem a aumentar nos períodos de estiagem.

— O cidadão deve cuidar do seu recipiente de água, que deve estar bem vedado. A limpeza da caixa d'água deve ser feita semestralmente, de preferência por firma habilitada pelo Inea (Instituto Estadual do Ambiente).

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