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Com tuberculose, Rafael Braga terá prisão domiciliar

Justiça concedeu o recurso no fim da tarde desta quarta-feira (13)

Rio de Janeiro|Peu Araújo, do R7

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Rafael Braga está preso desde 2013
Rafael Braga está preso desde 2013

O STJ (Supremo Tribunal de Justiça) publicou nesta quarta-feira (13), por meio de liminar, que o ex-catador de latinhas Rafael Braga, preso em um protesto no mês de julho de 2013, cumpra o restante da pena em prisão domiciliar. 

O habeas corpus, publicado às 18h12, foi assinado pelo ministro Rogério Schietti, da 6ª turma do do STJ.

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Em agosto, Rafael Braga foi intenado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Hospital Dr. Hamilton Agostinho Vieira de Castro, dentro do Complexo Penitenciário de Gericinó, e diagnosticado com tuberculose. O DDH (Instituto de Defensores dos Direitos Humanos, que faz a defesa do ex-catador de latinhas, informou em nota que "nem a defesa, nem os familiares e apoiadores de Rafael Braga foram notificados sobre a sua transferência para uma unidade hospitalar. A informação só foi descoberta quando Adriana Braga, mãe de Rafael, tentou, sem sucesso, visitá-lo."

Em um trecho da publicação, Schietti destaca que "há um surto de tuberculose nas prisões brasileiras que vem sendo denunciando tanto por órgãos de Estado quanto por organismos nacionais e internacionais."

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O ministro afirma ainda que "não existe local mais inadequado para o tratamento de uma doença respiratória como a tuberculose do que aquele onde se contraiu a enfermidade". 

O pedido da prisão domiciliar, segundo o ministro do STJ, é pela preservação da vida do catador de latinhas, "que se encontra em risco extremado, porque ele está extremamente debilitado por doença infectocontagiosa de natureza grave."

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A prisão

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Rafael Braga foi o primeiro preso pelas manifestações contra o aumento da tarifa de ônibus em junho de 2013 no Rio de Janeiro. 

O ex-catador de latinhas portava duas garrafas plásticas, uma com desinfetante e outra com cloro, e foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão pelo crime de porte de material explosivo.

Em janeiro de 2016, quando estava em liberdade, ele foi abordado enquanto caminhava em direção a uma padaria vestindo apenas bermuda e chinelos, levado à delegacia da Penha (22º DP) e autuado por associação para o tráfico, colaboração para o tráfico e tráfico de drogas. 

Segundo os policiais que o abordaram, Rafael Braga estava com 0,6g de maconha e 9,3g de cocaína.

De acordo com o DDH a acusação de porte de drogas, feita por policiais militares, é falsa.

Ele foi condenado pela 39ª Vara Criminal do Rio a 11 anos e três meses de reclusão.

No dia 8 de agosto deste ano a 1ª Câmara Criminal do TJRJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro) negou o pedido de habeas corpus. 

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