Compra de combustível termina em briga em posto no RJ; veja vídeo
Tumulto começou após um homem tentar colocar gasolina em um galão; apenas 57% da frota de ônibus do Rio está em operação, segundo sindicato
Rio de Janeiro|Juliana Valente, do R7*

Um vídeo gravado por um celular registrou uma confusão envolvendo motoristas em um posto de combustíveis na região oceânica de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, o tumulto começou quando um homem tentou colocar gasolina em um galão, o que é proibido.
Pelas imagens, é possível ver que ao menos três homens trocam socos e um deles até cai no chão. Pessoas que estavam no local separaram a briga. Não há informações de registro policial em razão do tumulto. (Assista ao vídeo abaixo)
O problema de abastecimento ocorre devido à greve dos caminhoneiros que já dura quatro dias.
Preocupados com a falta de combustíveis, motoristas formam, desde quarta-feira (23), longas filas para abastecer os veículos em diversos bairros do Rio.
Em nota, o SindEstado-RJ (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Estado do Rio de Janeiro) estima que de 80% a 90% dos postos do Estado já estão sem combustíveis.
A previsão do SindComb (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e de Lojas de Conveniência do Município do Rio de Janeiro) é de que, nas próximas horas, a cidade do Rio de Janeiro registre 90% dos postos com estoque zerado ou a falta de, pelo menos, um combustível líquido (gasolina ou diesel).
Reflexos
Nesta quinta-feira (24), os cariocas sentiram, por mais um dia, os reflexos do protesto dos caminhoneiros contra o aumento do diesel, que já entrou no quarto dia consecutivo. A greve tem impactado diretamente na circulação dos transportes e no abastecimento de produtos.
Segundo a Ceasa (Central de Abastecimento do Rio de Janeiro), apenas 10% do carregamento diário tem conseguido chegar à central de distribuição nos últimos dias. Com pouca oferta, o valor dos alimentos disparou. Uma caixa com 18 unidades de alface, que até semana passada era vendida a R$ 15, hoje custa, em média, R$ 70.
Porém, a maior alta foi registrada na batata inglesa, que saltou de R$ 70 para R$ 320, um aumento de 457%, segundo o boletim divulgado nesta quinta.
Mais cedo, a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) pediu à população que economize água nos próximos dias. De acordo com a concessionária, o movimento dos caminhoneiros pode atrasar a entrega de produtos químicos necessários ao tratamento da água destinada aos consumidores.
Em uma rede social, o Rio Ônibus (Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro) informou que, na tarde desta quinta, apenas 57% da frota de ônibus está operando.
De acordo com o BRT Rio, devido a falta de combustível, 43% do número de ônibus estão em circulação.
Assista ao vídeo:
* Estagiária do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira















