Coordenador de campanha de Pezão omite compra de mineradora em declaração de bens
Deputado Jorge Picciani e seus filhos, também parlamentares, não declararam cotas ao TSE
Rio de Janeiro|Amaury Ribeiro Jr., Fabiano Falsi e Lumi Zúnica, especial para o R7

O deputado Jorge Picciani (foto), presidente do PMDB e coordenador da campanha à reeleição do governador Luiz Fernando Pezão ao governo do Rio de Janeiro, e seus filhos Rafael e Leonardo, deputados estadual e federal, respectivamente, não declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) as cotas adquiridas de uma mineradora cujo capital social ultrapassa os R$ 27 milhões.
O deputado Jorge Picciani e os filhos Felipe, Rafael e Leonardo compraram 16% das cotas de participação da Empresa Brasileira de Mineração Coromandel Eireli, correspondendo a 4% para cada um deles, em 4 de junho deste ano.
A empresa foi fundada em outubro de 2012 com sedes em Goiânia e Uberaba, mas o ingresso dos Picciani ao quadro societário se deu 32 dias antes do prazo final para o registro de candidaturas às eleições de 2014, que foi o dia 5 de julho.
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Os Picciani registraram suas candidaturas na data final. Por essa razão, as cotas teriam que ser declaradas por terem sido adquiridas em data anterior.
Na Declaração de Bens apresentada por Jorge Picciani ao Tribunal Superior Eleitoral, só aparecem as cotas de participação da empresa familiar Agrobilara, cujo capital social é de R$ 40 milhões.
O mesmo acontece com o deputado federal Leonardo Picciani, filho de Jorge, que na Declaração de Bens cita apenas duas empresas, a Agrobilara e a Marcia Picciani Griff Com. e Participações Ltda., deixando também de registrar as cotas da Mineradora Coromandel.
O segundo filho de Jorge Picciani, o deputado estadual reeleito Rafael Picciani, tampouco declarou a propriedade das cotas da mineradora.
O registro das candidaturas dos três aconteceu no dia 5 de julho, data final para registro conforme protocolos abaixo:
Em nota, o presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, afirma que a aquisição de cotas da minerada Coromandel se deu em 25 de agosto de 2014, portanto, após o prazo final de registro de candidaturas e entrega da declaração de bens. "Sendo assim, a 'denúncia' postada não tem fundamento", diz o texto.
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Coromandel é um pequeno município situado no Triângulo Mineiro. A cidade de pouco mais de 25 mil habitantes vive da agroindústria, especialmente dos derivados do leite, e da extração de diamantes.
Conhecida como a “Terra do Diamante”, é lá que foi encontrado o maior diamante já visto no Brasil, com 726 quilates. Na época, a pedra foi batizada como “Presidente Vargas”.















