Logo R7.com
RecordPlus

Crivella aciona detonação de trecho final do desvio do Rio Joana 

Obras estão a 10% do fim, segundo a Prefeitura; canal subterrâneo será construído para evitar enchentes na Grande Tijuca

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News
Crivella acionou detonação nesta quinta-feira (23)
Crivella acionou detonação nesta quinta-feira (23)

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, acionou nesta quinta-feira (23) a detonação do trecho final da obra de desvio do rio Joana, na Tijuca, zona norte da cidade.

A obra faz parte do Programa de Controle de Enchentes da Grande Tijuca para evitar inundações na região. Um túnel urbano de drenagem, com extensão de 3,4 km, levará parte das águas do Joana, cujo destino era o canal do Mangue, para um deságue independente na Baía de Guanabara. Com isso, segundo a Prefeitura, será possível evitar o transbordamento de rios como Maracanã, Trapicheiros, Comprido e o próprio Joana.


O canal subterrâneo será construído próximo a Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), passando por baixo do Morro da Mangueira e do metrô.

— Os rios Joana e Maracanã serão captados para esse canal subterrâneo próximo do Portão 18 da Uerj, e as águas serão conduzidas para a Baía de Guanabara. É uma obra que daqui a alguns meses, antes do verão, vai trazer um alívio enorme para a população. É uma obra redentora, que o Rio de Janeiro devia a si mesmo há muito tempo. Essa obra e aqueles grandes reservatórios subterrâneos da Praça da Bandeira, da Praça Varnhagen e da Praça Niterói vão reservar milhões de litros quando tivermos as chuvas de verão — explicou Crivella.


Os secretários municipais de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma), Roberto Nascimento, e de Infraestrutura e Habitação, Sebastião Bruno, e do presidente da Rio-Águas, Cláudio Dutra estiveram presentes do evento.

Detonações semanais até outubro


O planejamento da obra prevê que as detonações ocorram três vezes por semana até outubro. A área de influência delas abrange o bairro de São Cristóvão e o Morro da Mangueira, que estão sendo monitorados e onde já ocorreram vistorias cautelares em imóveis.

Antes de cada evento, serão acionadas sirenes a 20 minutos, dez, cinco e antes da detonação. A etapa atual da obra é considerada a mais crítica, com frentes sob a linha férrea do metrô, na altura do Maracanã, e de escavação do último trecho até o deságue na Baía de Guanabara, passando pelo Morro da Mangueira. A obra será inaugurada antes do próximo verão.

O programa contou ainda com a construção de grandes reservatórios, os conhecidos Piscinões, citados pelo prefeito Marcelo Crivella. Os reservatórios passaram a receber a água das chuvas, servindo para amortecer grandes volumes em momentos de pico, principalmente no período mais chuvoso, durante o verão. A água é armazenada e liberada de forma controlada, evitando enchentes.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.