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Defesa de Jairinho pede afastamento de juíza do caso Henry

Advogados do reú acusam Elizabeth Louro, que conduz processo sobre a morte do menino, de falta de imparcialidade 

Rio de Janeiro|Bruna Oliveira, do R7, com Fernanda Macedo, da Record TV Rio

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TJ-RJ ainda não se manifestou sobre pedido de afastamento da juíza
TJ-RJ ainda não se manifestou sobre pedido de afastamento da juíza

A defesa do ex-vereador Jairinho, réu pela morte do menino Henry Borel, pediu, nesta terça-feira (22), à 2ª Vara Criminal do Rio o afastamento da juíza Elizabeth Louro, que conduz o processo, por suposta falta de imparcialidade.

Entre as situações apontadas no documento, assinado pelo advogado Claudio Dalledone Júnior, está a presença da magistrada no lançamento de um livro, com tom "acusatório", sobre a investigação do caso. Para a defesa, o comportamento é "impróprio e incompatível" com a conduta que se espera do julgador da causa. 


Os advogados também levantaram dúvidas sobre a juíza por ela ter tirado foto com a mãe de Eliza Samúdio, citada como apoiadora do pai de Henry, Leniel Borel, que atua como assistente de acusação.

E ainda questionaram a isenção de ânimo da magistrada em entrevista a jornalistas realizada no dia 9 de dezembro, após uma sessão da fase de audiência e instrução, na qual mencionou se lembrar de Henry nos momentos em que via o neto de 3 anos pular na cama e se emocionar.


Procurado, o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) informou que não vai comentar o questionamento por se tratar de matéria a ser apreciada em juízo.

Na última audiência do caso Henry, Jairinho falou apenas por dez minutos durante o interrogatório. Durante a sessão, a defesa pediu o adiamento da oitiva. O depoimento foi remarcado para o dia 16 de março.


No entanto, ontem, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida suspendeu a sessão até que seja julgado um habeas corpus, no próximo dia 22. 

Jairinho, padrasto do menino, e Monique Medeiros, mãe de Henry, estão presos desde abril de 2021 e são acusados da morte da criança.

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