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Defesa de Monique deixa caso Henry Borel em meio a disputa sobre perdão

As advogadas Florence Rosa e Amanda Melo saíram da equipe após a chegada de um novo advogado

Rio de Janeiro|Do Estadão Conteúdo

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Monique com a advogada Amanda Melo durante o julgamento BRUNNO DANTAS/TJRJ 03-06-2026

As advogadas Florence Rosa e Amanda Melo anunciaram na quinta-feira (11) que deixaram a defesa de Monique Medeiros, que era acusada pela morte do filho Henry Borel, de 4 anos, e recebeu perdão judicial após julgamento no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

Florence afirmou que pretendia continuar na defesa de Monique na fase recursal; no entanto, a chegada de um novo advogado para a equipe e uma “legítima incompatibilidade de estratégias defensivas” fizeram com que ela optasse por deixar o caso.


“A divergência quanto à condução técnica é circunstância natural do exercício da advocacia, e a coerência estratégica é pressuposto da plenitude de defesa. Registramos nosso respeito à cliente e os votos de que sua defesa prossiga com todo o zelo”, afirmou em um post nas redes sociais.

A advogada Florence foi uma das responsáveis por sustentar a defesa de Monique no Tribunal do Júri mais longo da história do Rio de Janeiro. Foram 11 dias de depoimentos e debates entre a acusação e defesa da mãe de Henry Borel e do ex-vereador Jairo Souza Santos, o Jairinho. O ex-parlamentar foi condenado a 43 anos pela morte da criança.


Já Amanda Melo afirmou que a participação dela no caso ocorreu mediante contratação e atuação em parceria com Florence.

“Havia da nossa parte a disposição de prosseguir na fase recursal, em razão do recurso pendente. Contudo, diante da constituição de um novo defensor, da adoção de nova estratégia defensiva e do encerramento da atuação da Dra. Florence Rosa no caso, encerra-se igualmente minha participação no caso”, escreveu nas redes sociais.


Entenda a decisão sobre Monique

Monique Medeiros teve o homicídio por omissão desclassificado para homicídio culposo e recebeu o perdão judicial. A juíza Elizabeth Machado Louro determinou a soltura de Monique. O Ministério Público recorreu da decisão.

Ela foi responsabilizada pela omissão em apenas um caso de tortura contra o filho. A pena de 1 ano e quatro meses, entretanto, já foi cumprida pela professora. O pai de Henry, Leniel Borel, deverá receber reparação de danos morais de R$ 400 mil, a ser paga por Jairinho.


“Desde a investigação, Monique não mereceu o benefício da dúvida e, ao longo do processo, embora fosse apontada como mãe zelosa e não tivesse sido acusada de infligir diretamente agressões físicas a seu filho, a revolta evoluiu rapidamente para franco massacre nas redes sociais, com ataques muito mais virulentos do que aqueles dirigidos ao autor direto”, afirmou a magistrada durante a sentença.

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