Depredação na Alerj: prejuízos serão encaminhados à polícia e culpados responsabilizados, diz Picciani
Presidente da Casa diz que ocupação do plenário não impedirá seu funcionamento
Rio de Janeiro|Do R7

Após servidores contra o pacote de medidas de austeridade terem ocupado o plenário da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e depredado a sala da vice-presidência da Casa no começo da tarde desta terça-feira (8), o presidente Jorge Picciani (PMDB) disse que o ato não impedirá o funcionamento do Parlamento. Segundo ele, os prejuízos serão encaminhados à polícia para a responsabilização dos culpados (veja abaixo vídeos da ocupação).
Picciani disse, por meio de nota, que "a invasão do plenário da Alerj é um crime e uma afronta ao estado democrático de direito sem precedentes na história política brasileira e deve ser repudiado. Esse é um caso de polícia e de justiça".
Os servidores que fizeram o protesto pedem a suspensão da tramitação dos 22 projetos de lei incluídos no pacote do governador Luiz Fernando Pezão. Além do arquivamento dos projetos, eles defendem o impeachment de Pezão. O presidente da Alerj informou que, no entanto, que as propostas do Executivo fluminense começarão a ser discutidas no próximo dia 16.
Servidores da Secretaria de Segurança protestam desde a manhã de hoje na frente da Alerj contra as medidas que serão adotadas pelo governo estadual para tentar equilibrar as contas.
Na entrada dos manifestantes no Palácio Tiradantes, o deputado Paulo Melo foi hostilizado e chegou a ser ameaçado de agressão.
Alguns manifestantes subiram sobre a mesa da presidência da Alerj no plenário. No plenário, eles entoaram palavras de ordem. As galerias também foram ocupadas por manifestantes. Por volta das 15h40, os manifestantes faziam uma espécie de assembleia e, uma hora depois, eles seguiam ocupando o plenário da Casa. Do lado de fora, manifestantes chegaram a escalar andaimes de obras na fachada.















