Rio de Janeiro Dois dos sete mortos em operação no Complexo da Maré são enterrados nesta segunda (28)

Dois dos sete mortos em operação no Complexo da Maré são enterrados nesta segunda (28)

Quatro vítimas já tiveram identificação divulgada; entre elas, estava homem apontado como chefe do tráfico na comunidade

Família diz que Renan era inocente

Família diz que Renan era inocente

Reprodução/Record TV Rio

Foram enterradas hoje duas das sete vítimas letais da operação da Polícia Militar no Complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (28). O sepultamento de Renan Souza de Lemos, de 24 anos, e Guilheme Vilar Bastos, 19, ocorreu no cemitério do Caju às 10h.

Renan foi encontrado morto por moradores da Maré na manhã da última sexta (25), durante a operação, e levado até a avenida Brasil em um carrinho de mão. A PM afirmou que o jovem tinha envolvimento com o tráfico, mas a família negou essa versão, alegando que ele trabalhava fazendo entregas para a mãe.

Além de Renan e Guilherme, outros dois mortos na ação foram identificados: Rodrigo da Silva Rosauro e Mário Silva Ribeiro Leite. O último, também conhecido como Mário Bigode, era apontado como líder do tráfico na Maré e procurado pelo homicídio da jovem Gabriela Oliveira de Freitas, cujo corpo foi encontrado na Baía de Guanabara.

Os outros três mortos não tiveram a identificação divulgada. Segundo a polícia, do total de vítimas, duas possuíam anotações criminais.

Na ação, um policial militar ficou ferido e foi encaminhado ao Hospital Federal de Bonsucesso. De acordo com a corporação, ele foi transferido para o Hospital Central da PM e apresenta quadro de saúde estável.

A operação da última sexta (25) na comunidade tinha o objetivo de coibir o roubo de cargas na região, segundo a polícia. A corporação afirmou que a troca de tiros se iniciou após criminosos dispararem contra as equipes.

Oito carros, um fuzil, duas granadas e cerca de uma tonelada de drogas foram apreendidos na ação, de acordo com a PM.

As mortes são investigadas pela DHC (Delegacia de Homicídios da Capital). Os agentes envolvidos na ação foram ouvidos e tiveram suas armas apreendidas para a realização do confronto balístico.

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

Últimas