Rio de Janeiro Doze pessoas são presas em ação da Polícia Civil na Cidade de Deus

Doze pessoas são presas em ação da Polícia Civil na Cidade de Deus

Helicópteros foram vistos dando rasantes na comunidade e moradores denunciaram tiros disparados por agentes que sobrevoavam a favela

Dez pessoas são presas em operação da Polícia Civil na Cidade de Deus

Helicópteros davam rasantes na comunidade

Helicópteros davam rasantes na comunidade

Reprodução/Record TV

Doze pessoas foram presas nesta quinta-feira (21) em uma operação da Polícia Civil do Rio na Cidade de Deus, comunidade na zona oeste da cidade. Além das prisões, dois fuzis, uma pistola e drogas foram apreendidos.

A ação conjunta da Delegacia de Combate às Drogas e da Coordenadoria de Recursos Especiais busca combater o tráfico de drogas e cumprir mandados de prisão.

As equipes são apoiadas por um veículo blindado e dois helicópteros. As aeronaves foram vistas dando rasantes na comunidade e moradores denunciaram que tiros eram disparados pelos agentes que sobrevoavam a favela.

"O helicóptero tá passando baixinho, a casa toda tremendo, que nervoso", escreveu uma moradora.

"Ser acordada com helicóptero sobrevoando e mandado bala para baixo é horrível", desabafou outra.

A página OTT-RJ (Onde Tem Tiroteio), que monitora disparos no Rio de Janeiro, registrou os primeiros tiros na comunidade às 6h. Mais tarde, às 8h50, novos tiros foram mapeados nas localidades conhecidas como Tangará e Karatê.

Uso de helicópteros

Em junho do ano passado, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro entrou na Justiça com um pedido de liminar para proibir o uso de aeronaves para efetuar disparos durante operações em favelas ou lugares povoados. O pedido foi feito após seis suspeitos e um adolescente morreram em uma ação da Polícia Civil no Complexo da Maré, zona norte do Rio.

Na época, o defensor público Daniel Lozoya, argumentou que o uso de helicópteros em ações policiais gera um terror psicológico nos moradores e causa uma interrupção das atividades na comunidade e prejuízos materiais.

Entenda o caso:

*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa