Caso Henry

Rio de Janeiro Em conversa, babá de Henry disse à mãe que Jairo enforcou Monique 

Em conversa, babá de Henry disse à mãe que Jairo enforcou Monique 

Troca de mensagens de Thayná Ferreira revela que o menino queria morar com avós e que o padrasto sentia ciúme da criança

  • Rio de Janeiro | Victor Tozo, do R7*, do R7, com Record TV Rio

Henry vomitava quando via o padrasto

Henry vomitava quando via o padrasto

Arquivo pessoal

Mensagens obtidas pelo jornalismo da Record TV Rio revelam que a babá de Henry Borel, Thayná Ferreira, contava à sua mãe detalhes do cotidiano do apartamento onde o menino vivia com a mãe e o padrasto, o Dr. Jairinho, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

As conversas divulgadas ocorreram no período entre 18 de fevereiro e 3 de março.

Em troca de mensagens no dia 3 de março, cinco dias antes da morte de Henry, Thayná disse à mãe, que trabalhava na casa do pai de Jairinho, que o ex-vereador havia enforcado Monique Medeiros, mãe do menino. Disse também que, após a agressão, Jairinho iria “bancar” Monique e iria para a casa dos pais.

Entre os dias 18 e 19 de fevereiro, Thayná contou que Henry vomitava sempre que via o padrasto e chorava quando tinha que deixar a casa dos avós maternos, em Bangu, para ir com a mãe ao apartamento. Segundo a babá, o menino teria expressado desejo de morar permanentemente com os avós.

Em certo momento, a mãe de Thayná questiona se a filha apagou as conversas, e ainda comenta: "Tomara que o menino não conte ao pai as coisas".

Thayná disse à mãe que Jairinho havia enforcado Monique

Thayná disse à mãe que Jairinho havia enforcado Monique

Reprodução/Record TV Rio

Além disso, Thayná afirmou que Jairinho sentia ciúme da relação de Monique com o filho e reclamava que a professora dava mais atenção a Henry do que a ele. Ela também descreveu o comportamento instável do ex-vereador, que, segundo ela, deixava o clima “pesado”, o que é confirmado pela mãe.

Thayná responde duas vezes pelo crime de falso testemunho, de acordo com a polícia. Em seu depoimento inicial, após a morte de Henry, ela afirmou que não sabia das agressões que o menino sofria por parte do padrasto. No entanto, uma troca de mensagens mostrou que ela havia presenciado episódios de violência e os havia relatado à mãe de Henry.  

Na primeira audiência do caso Henry, a babá mudou novamente sua versão e disse não ter presenciado agressões. A Justiça pediu, então, que a polícia investigasse mais essa suspeita de falso testemunho.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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