Rio de Janeiro Polícia investiga morte de enteado de vereador; laudo aponta violência

Polícia investiga morte de enteado de vereador; laudo aponta violência

A mãe da criança, Monique Medeiros da Costa Almeida e o parlamentar prestaram mais de 12 horas de depoimento na 16ª DP

  • Rio de Janeiro | Rafael Nascimento, do R7 *

A Polícia Civil investiga a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, morto na madrugada do último dia 8, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A criança é enteada do vereador Jairo Souza Santos, conhecido como Dr. Jairinho (Solidariedade). O laudo de exame de necropsia aponta como causa da morte hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente (ato violento).

Henry também apresentava hematomas no abdômen, nos membros superiores, lesões no rim, pulmão, fígado e hemorragias em diversas partes do cérebro. Os peritos que analisaram o laudo descartaram que uma possível queda da cama poderia ter ocasionado os ferimentos.

Henry apresentava hematomas em diversas partes do corpo

Henry apresentava hematomas em diversas partes do corpo

Arquivo pessoal

Segundo as investigações a mãe do menino, Monique Medeiros da Costa Almeida, contou que ela e o marido ouviram um barulho de madrugada e encontraram a criança desacordada em um dos cômodos da casa.

Henry chegou a ser socorrido em um hospital particular da região, mas não resistiu.

O pai da criança, o engenheiro Leniel Borel de Almeida já prestou depoimento na 16ª DP (Barra da Tijuca). Ele relatou que havia passado o fim de semana com o filho e deixado a criança no condomínio onde Monique mora, por volta das 19h, do último dia 7.

O advogado de Leniel, Leonardo Barreto, disse em entrevista ao Balanço Geral RJ que entregou o filho "perfeitamente bem", sem nenhum sintoma ou marca, e que a polícia já teve acesso às câmeras que comprovariam a versão.

O pai afirmou ainda que no dia o menino não queria ir com a mãe e que a criança já havia reclamado que Dr. Jairinho o abraçava com muita força. No entanto, o advogado ressaltou que não há qualquer prova de maus-tratos. Barreto declarou que acompanha a investigação não para tentar incriminar alguém, mas para esclarecer se houve ou não crime. 

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Após 12 horas de depoimentos, o casal Jairo Souza Santos e Monique Medeiros da Costa Almeida, deixou a 16ª DP por volta de 2h30 da madrugada desta quinta-feira (18) e não falaram com a imprensa.

O advogado de Monique não respondeu ao contato do R7.

* Estagiário do R7 sob supervisão de PH Rosa

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