Envolvidos em morte em mercado no Rio ainda não foram julgados

Davi Ricardo Moreira Amâncio e Edmilson Felix Pereira foram denunciados em junho de 2019 pela morte de Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga

Jovem foi morto em hipermercado na zona oeste do Rio

Jovem foi morto em hipermercado na zona oeste do Rio

Reprodução/Record TV Rio

O caso de João Aberto Silveira Freitas, de 40 anos, morto no supermercado Carrefour, em Porto Alegre, relembrou o caso de Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga, de 25 anos.

Após quase dois anos desde a morte do jovem, os agressores ainda não foram julgados.

Os seguranças Davi Ricardo Moreira Amâncio e Edmilson Felix Pereira foram denunciados em 27 de junho de 2019 e respondem em liberdade.

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De acordo com o processo no TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), a audiência de instrução e julgamento está marcada para o dia 30 de junho de 2021. 

Caso

O jovem, de 19 anos, não resistiu a duas paradas cardiorrespiratórias e morreu após um funcionário do estabelecimento aplicar um mata-leão. O caso aconteceu no dia 14 de fevereiro do 2019, no hipermercardo Extra, situado na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.

Segundo a denúncia, Davi estrangulou a vítima, causando-lhe as lesões que provocaram sua morte, e Edmilson não fez nada para impedir a ação.

Na decisão do dia 2 de julho de 2019, o juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, titular da 3ª Vara Criminal do Rio, determinou que os seguranças, Davi Ricardo Moreira Amâncio e Edmilson Felix Pereira tornaram-se réus e iriam responder a homicídio qualificado por asfixia em liberdade.

A pena prevista para o crime, se houver condenação, é de 12 a 30 anos de reclusão.

*Sob supervisão de Patrícia Junqueira