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Estado quer PPP para revitalizar Tiquatira

Rio de Janeiro|Do R7

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O governo Geraldo Alckmin (PSDB) lançará mais uma Parceria Público-Privada (PPP) para a construção de moradias populares. Desta vez, o foco é a reurbanização da favela Tiquatira, na Penha, zona leste da capital. O projeto, que será colocado em consulta pública nos próximos meses, propõe a transformação da área ocupada por mais de 5 mil pessoas por meio de um mix de unidades habitacionais, comerciais, shopping, parque e praça pública.

Em desenvolvimento pelo secretário estadual de Habitação, Rodrigo Garcia, a futura PPP deve exigir do mercado o mínimo de 2 mil unidades - 70% no formato Habitação de Interesse Social (HIS), para famílias com renda entre zero e cinco salários mínimos, e o restante no modelo Habitação de Mercado Popular (HMP), para quem ganha de seis a dez salários. No primeiro, o Estado oferecerá subsídios escalonados, de acordo com a capacidade de pagamento das famílias.

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Um dos atrativos do negócio, lembra Garcia, é a previsão de que o terreno, de 60,3 mil m², receba uma estação da Linha 2-Verde do metrô. O plano de expansão da rede anuncia um ramal ali entre 2018 e 2019.

Dividida em quatro fases, a parceria terá como prioridade a construção de empreendimentos de HIS. O projeto que será colocado em audiência pública indica a intenção do governo de fazer o primeiro chamamento para o mercado erguer 1.424 moradias destinadas a atender a fila da habitação no Estado. De acordo com dados atualizados, o déficit habitacional de São Paulo é de ao menos 1,1 milhão de moradias.

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Em seguida, a parceria propõe avançar para a construção de unidades HMP, em que o mercado imobiliário apenas tem de seguir o limite da faixa de renda - até R$ 8,8 mil. Os modelos e os tamanhos dos imóveis, assim como o preço cobrado por eles, ficam a cargo das empreiteiras.

A terceira e quarta fases são dedicadas a projetos comerciais. Nesta categoria, a PPP abre a possibilidade para que a área passe a contar com um shopping de dois andares e com quatro torres de escritórios. Mais uma vez, a proximidade com a futura estação de Metrô, caso sua implementação realmente se confirme, é o principal fator de atratividade para o mercado imobiliário. Nas proximidades há um Centro Educacional Unificado (CEU) e uma Escola Técnica Estadual (ETEC).

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PIU

Diferentemente das demais PPPs de Habitação já propostas pelo governo tucano, esta parceria deverá seguir um novo formato de planejamento urbano criado por decreto municipal. De acordo com Garcia, a ideia é viabilizar o projeto com a apresentação à Prefeitura de um Projeto de Intervenção Urbana (PIU). A ferramenta permite que exceções à Lei de Zoneamento sejam aceitas pelo Município, caso haja interesse público.

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"Estamos estudando usar essa PPP para oferecermos o primeiro PIU estadual para revitalizar uma determinada região", disse Garcia. De acordo com a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), esse tipo de mecanismo tem por objetivo promover o ordenamento, a requalificação e a reestruturação urbana em áreas subutilizadas e com potencial de transformação. Na análise do Estado, a favela Tiquatira é exemplo disso.

Localizada às margens do Rio Tietê, a favela já passou por diversos processos de reintegração, mas resiste. Se o projeto de PPP for adiante, nova batalha terá de ser travada com os moradores, já que, não necessariamente, serão eles os contemplados com as novas moradias.

De acordo com a Secretaria Estadual de Habitação, ainda não há data oficial para lançamento da PPP Tiquatira. Representantes do setor imobiliário, no entanto, já estão sendo consultados pelo governo sobre o possível interesse na proposta.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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