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Ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar é levado para presídio de Benfica, no Rio

O político teve a prisão novamente decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após perder o mandato

Rio de Janeiro|Do R7

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Bacellar é acusado de vazar informações de operação contra o também ex-deputado TH Joias Thiago Lontra/ALERJ

O ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar, já deu entrada no sistema penitenciário fluminense. A informação foi confirmada pela Seppen (Secretaria de Estado de Polícia Penal) neste sábado (28).

Após ter sido preso em Teresópolis, na região serrana, na sexta-feira (27), pela Polícia Federal, o político foi levado para o presídio José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte da capital fluminense.


O político teve a prisão preventiva (sem prazo) decretada novamente pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), após perder o mandato de deputado estadual em uma decisão da Justiça Eleitoral.

A cassação de Bacellar levou Moraes a reavaliar a situação do político, que já havia sido afastado da presidência da Casa pelo próprio ministro por outra investigação na Operação Unha e Carne, em 2025.


Em dezembro do ano passado, Bacellar chegou a ser preso acusado de vazar informações da operação para prender o também ex-deputado TH Joias. Ele teria repassado informações sigilosas e orientado o aliado político como escapar da ação da polícia.

Th Joias ao lado do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar Reprodução/ Instagram @DeputadoThiagoSantos

Apesar dos indícios, ele foi solto por decisão de deputados da Alerj cerca de uma semana depois. Na ocasião, Moraes impôs medidas cautelares para Bacellar permanecer em liberdade, como uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno.


Com a cassação de Bacellar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por abuso de poder político e econômico nesta semana, o ministro Alexandre de Moraes entendeu que foram afastados os obstáculos que levaram à revogação da prisão anterior.

O ministro considerou ainda que, recentemente, o agora ex-deputado foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por crime de obstrução de investigação de infração penal que envolve organização criminosa armada, com a participação de funcionário público.


Segundo a denúncia, Bacellar teria participado da obstrução de operações policiais e colaborado para frustrar o cumprimento de mandados contra o ex-deputado estadual TH Joias, apontado como braço político da facção criminosa Comando Vermelho.

Em nota, a defesa de Rodrigo Bacellar disse classificar a prisão como “indevida e desnecessária”, já que o cliente cumpria as medidas cautelares impostas. Os advogados Daniel Bialski e Roberto Podval afirmaram que irão contestar e recorrer da decisão.

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