Família de Durval, assassinado pelo vizinho, será ouvida na Alerj
Viúva e irmã de Durval Teófilo Filho se reunirão com Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia para falar sobre investigação
Rio de Janeiro|Rafaela Oliveira, do R7*, com Record TV Rio

A família do repositor de supermercado Durval Teófilo Filho, morto a tiros pelo vizinho em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, vai se reunir com a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa na tarde desta segunda-feira (7).
Segundo a Alerj, o objetivo do encontro é conversar sobre as pressões que a viúva, Luziane, tem recebido, o andamento das investigações e as campanhas para que caso não fique impune. Além da esposa de Durval, a irmã da vítima, Fabiana Pinheiro, também estará presente.
Farão parte da reunião os presidentes das comissões contra o Racismo, Intolerância Religiosa e Procedência Nacional da Alerj, deputado Carlos Minc (PSB), e a de Direitos Humanos, Dani Monteiro (Psol). A conversa também busca a promoção de audiência pública, com outros parlamentares e autoridades, para que o caso seja debatido mais amplamente.
Desdobramentos do caso
Durante audiência de custódia realizada na última sexta-feira (4), a Justiça converteu a prisão em flagrante do sargento da Marinha Aurelio Alves Bezerra, que matou o vizinho, em preventiva. Ele alegou ter "confundido" a vítima, um homem negro, com um assaltante.
Na sessão, a Justiça mudou a tipificação do crime para homicídio doloso, quando há intenção de matar.
O corpo de Durval foi enterrado no mesmo dia da audiência. Ele tinha uma filha de 6 anos de idade. Os parentes alegam que a morte dele foi mais um caso de racismo no estado.
"Se fosse um branco mexendo na mochila, aconteceria isso? Com certeza, não", afirmou a irmã de Durval, Fabiana Pinheiro.
*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa















