Rio de Janeiro Filhas de juíza assassinada pelo ex-marido vão ficar com avó

Filhas de juíza assassinada pelo ex-marido vão ficar com avó

Plantão Judiciário de Niterói concedeu a guarda das crianças à mãe de Viviane Vieira do Amaral Arronenzi na sexta-feira (25)

As três filhas da juíza assassinada pelo ex-marido vão ficar sob os cuidados da avó. O Plantão Judiciário de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, concedeu a guarda das crianças, que testemunharam o crime, à mãe de Viviane Vieira do Amaral Arronenzi na sexta-feira (25).

Juíza foi assassinada pelo ex-marido

Juíza foi assassinada pelo ex-marido

Reprodução

A informação foi confirmada pelo presidente da Amaerj (Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro), Felipe Gonçalves, neste sábado (26), durante a cerimônia de cremação do corpo no Cemitério da Penitência, na zona portuária do Rio.

Gonçalves afirmou ainda que a Amaerj está acompanhando a investigação e que colocou à disposição da família da juíza o advogado da associação para atuar como assistente de acusação no caso.

A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, que atuava na 24ª Vara Cível da Capital, foi descrita como uma profissional exemplar pelos colegas.

A presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), Renata Gil, definiu Viviane como uma pessoa discreta e dedicada ao trabalho.

“Ela era bastante atuante, bastante respeitada no nosso tribunal, uma profissional exemplar e muito discreta. Nos surpreendeu que ela estivesse passando por uma crise dessas no relacionamento que acabou chegando a ceifar a vida dela”, declarou. 

O acusado teve prisão em flagrante convertida em preventiva (sem data para soltura) pela juíza Monique Brandão, do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), durante a audiência de custódia.

De acordo com as investigações, em setembro deste ano, ele já havia agredido a ex-mulher e foi enquadrado na Lei Maria da Penha. Desde então, a juíza passou a ser escoltada, mas abriu mão da proteção há menos de dois meses.

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