Filho da cantora gospel Gisele Nascimento presta depoimento após matar o tio e é liberado
Família afirma que Israel Nascimento, de 21 anos, defendeu mãe enquanto ela era agredida por Thiago de Mattos Teixeira
Rio de Janeiro|Do R7
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Israel Nascimento Teixeira, filho da cantora gospel Gisele Nascimento, apresentou-se à DHC (Delegacia de Homicídios da Capital), acompanhado de um advogado, após atirar e matar o próprio tio, Thiago de Mattos Teixeira, no último sábado (17), em Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro. O jovem, de 21 anos, prestou depoimento na terça-feira (20) e foi liberado.
Segundo relatos divulgados por familiares nas redes sociais, o episódio aconteceu quando Gisele foi à casa da avó de Israel e teria sido agredida pelo irmão de seu ex-marido.
A versão apresentada pela família é de que o jovem teria tentado defender a mãe e usado uma arma que pertenceria ao avô para atirar contra o tio.
Imagens de câmeras de segurança que circulam nas redes sociais mostram Thiago chegando ao imóvel. Cerca de um minuto depois, são ouvidos disparos.
Duas mulheres que aguardavam a cantora em um carro preto correm para dentro da casa, assim como outros vizinhos. Minutos depois, pessoas deixam o imóvel carregando Thiago, já baleado.
A irmã de Gisele e tia de Israel, Michelle Nascimento, publicou um relato nas redes sociais em apoio ao sobrinho. Familiares também se manifestaram em defesa do jovem, sustentando que ele teria agido para proteger a mãe.
O enterro de Thiago ocorreu na segunda-feira (19), no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, na zona oeste do Rio.
Em nota, a Polícia Civil informou que a investigação está em andamento na Delegacia de Homicídios da Capital.
Segundo a corporação, o autor dos disparos prestou depoimento acompanhado de um advogado, e os agentes realizam diligências para esclarecer as circunstâncias do caso.
Israel foi liberado após ser ouvido. A apresentação ocorreu fora do período de flagrante, e a legislação eleitoral estabelece restrições à prisão de eleitores nos cinco dias anteriores ao primeiro turno e nas 48 horas posteriores à votação, ressalvadas as exceções previstas em lei, como a prisão em flagrante.
A eventual existência de mandado de prisão e seus efeitos no caso dependem da situação processual e da análise das autoridades competentes.
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