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Fracasso em despoluição da Baía de Guanabara já virou 'legado olímpico'

Rio de Janeiro|Do R7

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O economista Sergio Besserman, presidente do Instituto Pereira Passos, órgão da prefeitura do Rio responsável pelo planejamento da cidade, classificou de "legado olímpico" a tensão causada pelo fracasso na despoluição da Baía de Guanabara para os Jogos. O saneamento de 80% da baía, que vai receber as provas de vela, era um dos maiores desafios dos Jogos.

"A sociedade ficou 'mordida' com isso. Essa tensão gerada é um tremendo legado", disse Besserman ontem, em painel sobre a construção das "cidades do amanhã". O evento no Museu do Amanhã foi feito pelo Columbia Global Center do Rio, em comemoração ao terceiro aniversário do braço local da Universidade de Columbia, de Nova York.

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Besserman acredita que o maior entrave para a limpeza é governança. Isso porque a atribuição da despoluição é estadual, mas as medidas para coibir o lançamento de esgoto doméstico e industrial e lixo cabem aos municípios.

O prefeito Eduardo Paes (PMDB) participou do painel como orador principal e lembrou que o Rio venceu a disputa para a sede dos Jogos justamente por ter a pior infraestrutura. O argumento usado: aqui, a competição faria diferença para a cidade e para a população, pois traria melhorias, quando em cidades como Tóquio, Chicago e Madri "já está tudo pronto".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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