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Gilmar Mendes diz que houve abuso no uso de algemas em Cabral

Segundo o ministro do STF, "excessos" com uso de algemas expõe  Cabral "a constrangimentos e humilhações, constituem em abuso de autoridade" 

Rio de Janeiro|Da Agência Brasil

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Cabral foi transferido algemado para Curitiba
Cabral foi transferido algemado para Curitiba

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes disse nesta terça-feira (12) que houve abuso de autoridade no uso de algemas durante a transferência do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral para um presídio em Curitiba, no início do ano. 

Mendes é relator do inquérito aberto na Segunda Turma do STF para apurar irregularidades na transferência. Em abril, o colegiado decidiu que o ex-governador deve retornar ao sistema penitenciário do Rio de Janeiro. Com isso, foi anulada a decisão do juiz federal Sérgio Moro, que determinou a transferência.

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De acordo com o ministro, houve abusos no uso de algemas e na exposição de Cabral perante à imprensa. Segundo Gilmar, durante apresentação do ex-governador para exame de delito, em Curitiba, após a transferência, agentes da PF posicionaram a viatura em local inadequado, fato que possibilitou a exposição à imprensa.

O ministro também citou depoimentos de agentes da PF, no inquérito, que teriam afirmado que presos que se tornaram delatores tinham tratamento melhor na carceragem.

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"Os excessos, claramente aqui constatados, atentam contra a integridade física do preso, expondo-o a constrangimentos e humilhações, constituem em abuso de autoridade", afirmou.

Após as conclusões, Gilmar Mendes também pediu providências ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça), CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), Ministério de Segurança Pública e a PGR (Procuradoria-Geral da República).

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Transferência

Em janeiro, ao transferir Sérgio Cabral para um presídio em Curitiba, Moro atendeu a pedido do MPF (Ministério Público Federal), ante constatação de supostas regalias ao ex-governador na unidade em que estava preso no Rio, como entrada de alimentos proibidos, uso de aquecedor elétrico, chaleira, sanduicheira, halteres, dinheiro além do limite permitido e colchões diferenciados fod das demais celas. Cabral retornou ao Rio de Janeiro em abril, após decisão da Segunda Turma do STF.

Ao tomar conhecimento do ocorrido, Moro pediu esclarecimentos à Polícia Federal sobre os motivos do uso de algemas. Em seguida, o delegado responsável pelo caso disse que a transferência de Cabral foi realizada desta forma para garantir a segurança da operação. Segundo a PF, o mesmo procedimento foi adotado em situações semelhantes, “não fazendo distinção entre custodiados tendo em vista seu poder econômico ou status social”.

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