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Henry Borel: defesa diz que pode abandonar plenário se pedido de adiamento do júri for negado

Segundo os advogados, falta de acesso às provas compromete o direito de defesa

Rio de Janeiro|Do R7

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Defesa de Jairinho pretende abandonar plenário caso Justiça negue pedido de adiamento do júri popular Tomaz Silva/Agência Brasil

Advogados que representam o ex-vereador Dr. Jairinho, afirmaram que a defesa pretende abandonar o plenário caso a Justiça negue o pedido de adiamento do júri popular no processo que investiga a morte do menino Henry Borel.

A defesa sustenta que não teve acesso a todas as provas do processo, o que, na avaliação dos advogados, inviabiliza a plenitude de defesa. Por isso, o pedido de adiamento, apresentado anteriormente à Justiça, será mantido e reiterado durante a sessão do júri.


Segundo os advogados, a falta de acesso ao material compromete o direito de ampla defesa e impede a correta análise das provas que fazem parte do processo.

“Não tivemos acesso ao material do notebook do Leniel, e isso inviabiliza a plenitude da defesa”, afirmaram.


Relembre o caso Henry Borel

Henry Borel tinha 4 anos quando morreu, na madrugada de 8 de março de 2021, no Rio de Janeiro. Ele foi levado ao Hospital Barra D’Or, na zona oeste da capital, pela mãe, Monique Medeiros, e pelo então padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho, já sem sinais vitais.

Inicialmente, o casal afirmou que a criança teria sofrido um acidente doméstico, ao cair da cama. No entanto, exames realizados no Instituto Médico-Legal (IML) apontaram um quadro totalmente diferente.


Julgamento do caso Henry Borel começa hoje no Rio de Janeiro Notícias ao Minuto

O laudo necroscópico indicou que Henry apresentava múltiplas lesõesinternas, incluindo laceração no fígado, hemorragia interna e marcas antigas pelo corpo, consideradas incompatíveis com uma simples queda. A investigação concluiu que a criança teria sido vítima de agressões físicas recorrentes, sofridas ao longo de meses.

Com base nessas conclusões, o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou Dr. Jairinho por homicídio triplamente qualificado, tortura e outros crimes. Já Monique Medeiros foi denunciada por omissão, sob a acusação de ter ciência das agressões e não ter impedido os atos de violência.


Ambos foram presos, mas sempre negaram as acusações. As defesas alegam que não há provas conclusivas de que a morte tenha sido causada de forma criminosa.

O caso teve grande repercussão nacional, gerou debates sobre violência infantil e resultou na criação da Lei Henry Borel, sancionada em 2022, que endureceu as penas para crimes cometidos contra crianças e adolescentes.

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