Homem acusado de agredir companheira grávida tenta fugir pela janela e é preso no Rio
Suspeito teria dado socos na barriga, no peito e no rosto da vítima, que estava grávida de quatro meses, na Ilha do Governador
Rio de Janeiro|Do R7
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Policiais civis da 37ª DP prenderam, na manhã desta quarta-feira (7), Bruno da Silva Costa, contra quem havia um mandado de prisão preventiva por lesão corporal no contexto de violência doméstica. O homem foi localizado em um imóvel no Cacuia, na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro, e ainda tentou chegar a uma janela ao perceber a presença dos agentes, mas acabou contido.
Os policiais chegaram ao endereço por volta das 7h para cumprir a ordem judicial. Como o portão estava trancado e as tentativas de contato pelo interfone e verbalmente não foram atendidas, os agentes precisaram romper o acesso ao imóvel.
No interior da residência, encontraram Bruno em um quarto. Ao perceber a entrada da equipe, ele tentou se deslocar em direção a uma janela, aparentemente com a intenção de fugir, mas foi alcançado e preso.
Bruno é investigado por uma agressão contra a companheira, ocorrida em 4 de setembro, no mesmo endereço. Segundo o depoimento da vítima, ela estava grávida de aproximadamente quatro meses e passou mal durante a manhã.
Ao pedir que o companheiro a levasse até um salão, teria recebido uma negativa. Quando tentou sair sozinha, ainda de acordo com o relato, foi interceptada pelo homem.
A mulher afirmou que Bruno desferiu um soco contra sua barriga e outro no peito. Ela teria pedido que ele não a atingisse na região abdominal por causa da gravidez.
Na sequência, segundo a investigação, o suspeito a empurrou duas vezes contra uma parede. Antes de deixar o imóvel, ele teria dito à vítima: “Vai lá, chama a polícia, não vai dar em nada”.
A mulher recebeu atendimento inicialmente no Hospital Municipal Evandro Freire e, posteriormente, foi encaminhada ao Hospital Municipal Paulino Werneck para avaliação relacionada à gestação.
A investigação também apontou registros anteriores envolvendo Bruno. Em 2018, ele teria figurado em um procedimento da 37ª DP por lesão corporal em contexto doméstico.
No ano seguinte, voltou a ser citado em outro procedimento da unidade pelo mesmo tipo de ocorrência, com aplicação da Lei Maria da Penha.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima também relatou episódios anteriores de violência durante o relacionamento, que durou cerca de três anos, teve uma separação e depois foi retomado.
Após o episódio mais recente, Bruno foi indiciado e a Justiça expediu o mandado de prisão preventiva, cumprido nesta quarta-feira.
Ele foi conduzido à delegacia após a prisão e permanece à disposição da Justiça.
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