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'Imagino' que obra da ciclovia previa ressaca, diz secretário

Pedro Paulo Teixeira disse que vai aguardar laudos para apontar causas de acidente

Rio de Janeiro|Do R7

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Trecho de ciclovia desabou após ser atingido por forte onda; ao menos duas pessoas morreram
Trecho de ciclovia desabou após ser atingido por forte onda; ao menos duas pessoas morreram

O secretário executivo de Coordenação da prefeitura do Rio, Pedro Paulo Teixeira, disse na quinta-feira, 21, que "imagina" que o projeto de construção da Ciclovia Tim Maia, em parte erigida sobre o penhasco da avenida Niemeyer banhado pelo mar, previa a ocorrência de ressacas, como a que provocou o acidente e são comuns na região.

"Imagino que sim", afirmou Teixeira, em tom cauteloso, quando lhe indagaram se a possibilidade de mar forte fora considerada no projeto.


— Não sou engenheiro calculista. Isso que nós vamos avaliar agora. A prefeitura, a GeoRio (órgão da Secretaria Municipal de Obras responsável pela contenção de encostas) e a Secretaria de Obras vão se reunir com o engenheiro técnico que fez a obra e a empresa responsável para cobrar essas responsabilidades e voltar para ver o que pode ser a causa desse acidente inadmissível.

Teixeira foi à avenida Niemeyer para acompanhar o trabalho de técnicos da prefeitura na ciclovia após o acidente. Falando em nome do prefeito Eduardo Paes (PMDB), em viagem à Grécia para a cerimônia de passagem da Tocha Olímpica, o secretário foi cauteloso ao comentar as possíveis causas do acidente.


Afirmou que, inicialmente, pensou que pilares que sustentam a pista tivessem sido atingidos, mas reconheceu que as estruturas estão "absolutamente intactas".

— Tudo que falarmos agora é especulação. Vamos aguardar o laudo.


Mais cedo, porém, havia afirmado que "o acidente a princípio foi fruto de uma ressaca forte neste trecho da ciclovia".

— Foi uma onda que pegou debaixo para cima da pista e houve o desastre. Mas não vamos trabalhar com especulação. É importante que haja um laudo.


Teixeira é o pré-candidato de Paes a prefeito em 2016.

O secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, negou que tenha faltado fiscalização por parte da prefeitura e, diferentemente de Teixeira, disse que as ressacas eram previstas.

— Estamos conversando com engenheiros da empresa, calculistas e projetistas para elaborarmos o laudo que vai dizer qual foi a causa. Em São Conrado há sempre ressacas, mas todas as causas têm de ser investigadas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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