Rio de Janeiro Interceptações telefônicas ajudaram a monitorar Ecko

Interceptações telefônicas ajudaram a monitorar Ecko

Chefe da maior milícia em atividade no Rio de Janeiro morreu após ter sido baleado durante operação da Polícia Civil

A operação policial deflagrada, neste sábado (12), para capturar Wellington da Silva Braga, o Ecko, contou com a ajuda de interceptações telefônicas para monitorar os passos do homem acusado de chefiar a maior milícia do Estado. Ecko foi baleado no abdômen e levado ao Hospital Miguel Couto, na Gávea, zona sul, mas não resistiu, segundo a polícia.

Recompensa por Ecko era de R$ 10 mil

Recompensa por Ecko era de R$ 10 mil

Reprodução/Record TV Rio

De acordo com o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), a 1ª Vara Criminal  Especializada em Combate ao Crime Organizado autorizou, nos últimos cinco meses, as interceptações telefônicas de vários alvos, entre eles Ecko, no processo que corre em sigilo sobre a atuação da milícia na zona oeste.

Por meio do rastreamento, inclusive da mulher do miliciano, Ecko foi localizado na casa de parentes em Paciência, na comunidade das Três Pontes. 

Recompensa de R$ 10 mil

Segundo a Polícia Civil, Ecko era líder da milícia denominada 'Liga da Justiça', que age em várias regiões da zona oeste do Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense. Ele era foragido da Justiça e contra ele havia um mandado de prisão pelo crime de homicídio.

Wellington da Silva Braga era procurado por organização criminosa, extorsão e homicídio. Na lista dos mais procurados do Rio de Janeiro sua recompensa era uma das mais altas: R$ 10 mil.

A ascensão de Ecko ao comando da 'Liga da Justiça', ocorreu por conta da morte de seu irmão Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos três pontes em abril de 2017. Ecko também é usuário de cocaína e obtinha lucro através do tráfico de drogas e extorsões de comerciantes.

Segundo investigações da DRACO, o miliciano tem uma aliança com traficantes da facção TCP (terceiro comando puro), coapta ex-traficantes para a sua quadrilha e permite o comércio de entorpecentes na comunidade, contanto que obtenham uma parte do lucro das vendas.

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