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Jovem preso por estupro virtual é indiciado pela Polícia Civil, no Rio

Três vítimas que foram identificadas após a captura do jovem de 19 anos, conhecido como "King", colaboraram com a investigação

Rio de Janeiro|Do R7

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King seria o criador do grupo
King seria o criador do grupo

O jovem conhecido como “King” foi indiciado, nesta quinta-feira (13), por associação criminosa, divulgar e armazenar arquivos contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil, estupro de vulnerável e induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação. Ele está preso desde o dia 4 de julho, depois de ser encontrado na casa de sua avó, em Teresópolis, na região serrana do Rio, durante a segunda etapa da Operação Dark Room.

Segundo os agentes, ele seria o criador de um grupo, na plataforma Discord, no qual conteúdos com pornografia infantil eram compartilhados. Integrantes do grupo também induziriam crianças e adolescentes ao suicídio e à automutilação.


A Polícia Civil, após a conclusão do inquérito, também converteu sua prisão de temporária para preventiva, com prazo indeterminado. Três vítimas que foram identificadas após a captura do jovem de 19 anos colaboraram com a investigação.

A investigação começou em março deste ano, após o compartilhamento de dados de inteligência com a PF (Polícia Federal) e a Polícia Civil de diversos estados. Os agentes identificaram que três servidores da plataforma eram utilizados por um mesmo grupo de jovens e adolescentes para cometerem atos de violência extrema contra animais e adolescentes, além de divulgarem pedofilia, zoofilia e apologia do racismo, nazismo e misoginia.


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Durante a apuração dos crimes, os policiais tiveram acesso a vídeos publicados nos servidores, que mostram animais mutilados e sacrificados como parte de desafios impostos pelos administradores e líderes do grupo como condição para ganharem cargos e funções. A maioria das ações era transmitida em chamadas de vídeo a todos os integrantes.

Segundo a Polícia Civil, as vítimas dos estupros virtuais eram escolhidas no próprio aplicativo, em perfis abertos das redes sociais, ou até mesmo indicadas por integrantes do grupo. Com informações e pesquisas em site de bancos de dados e consulta de crédito, os líderes obtinham informações pessoais das meninas e iniciavam as chantagens.


Durante as ameaças, eles diziam que estavam com fotos comprometedoras delas e que seriam vazadas ou enviadas aos pais caso não fizessem o que eles mandassem. De acordo com as investigações, na maioria das vezes eles estavam blefando.

Osagentes prenderam outros dois adolescentes, de 14 e 17 anos, que estariam envolvidos no esquema digital. De acordo com a Polícia Civil, os dois menores são acusados de associação criminosa, induzimento ou auxílio a suicídio e estupro.

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