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Juíza do caso Henry Borel nega parcialidade após defesa de Jairinho pedir afastamento

Elizabeth Louro afirmou não reconhecer nenhuma alegação que a impeça de atuar no processo que apura a morte da criança

Rio de Janeiro|Bruna Oliveira, do R7

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Elizabeth Louro é responsável pelo julgamento do caso Henry
Elizabeth Louro é responsável pelo julgamento do caso Henry

A juíza Elizabeth Louro afirmou não ter como se declarar impedida, suspeita ou parcial na atuação do processo que investiga a morte do menino Henry Borel. A resposta da magistrada foi registrada no processo após a defesa do padrasto da criança, o réu Jairo Souza Santos Júnior, mais conhecido como Dr. Jarinho, pedir à 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro o afastamento da juíza por suposta falta de imparcialidade na condução do caso.

No texto, a magistrada disse não reconhecer nenhuma alegação que a impeça de atuar no caso "por absoluta falta de amparo legal, quer por total ausência de seriedade e, até, coerência".


Elizabeth Louro citou que o pedido está fundamentado em "absurdas ilações a partir de fotos, vídeos e reportagens editadas" e, por isso, desprovido de contexto.

Entre as situações apontadas no documento assinado pelo advogado Cláudio Dalledone Júnior estava a presença da magistrada no lançamento de um livro sobre a investigação do caso. Além disso, também foram questionadas declarações da juíza em entrevistas, inclusive a isenção de ânimo.


"As manifestações de desconforto emocional desta magistrada diante desse caso se deram em relação à vítima, que, por óbvio, não ostenta a condição de parte, e em nenhum momento manifestei publicamente qualquer impressão minha a respeito da autoria de qualquer dos réus", escreveu Elizabeth Louro.

O caso será analisado pelo TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). Em nota, a defesa de Jairinho disse que o posicionamento da juíza de não se declarar suspeita ou impedida coloca "em risco o processo" e cita a possibilidade de a Justiça invalidar todos os atos caso a suspeição seja admitida.


Na última audiência do caso Henry, Jairinho falou apenas por dez minutos durante o interrogatório. No decorrer da sessão, a defesa pediu o adiamento da oitiva. O depoimento foi remarcado para o dia 16 de março.

No entanto, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida suspendeu a sessão até que seja julgado um habeas corpus, no próximo dia 22.

Jairinho, padrasto do menino, e Monique Medeiros, mãe de Henry, estão presos desde abril de 2021 e são acusados da morte da criança.

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