Justiça aceita pedido do MP para mudar acusação sobre assassina confessa de criança no RJ
Manicure Suzana Figueiredo vai responder agora por extorsão com sequestro e morte
Rio de Janeiro|Do R7

A manicure Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo, ré confessa pela morte do menino João Felipe Bichara, de seis anos, passará a ser acusada por extorsão mediante sequestro com resultado morte, após uma mudança de interpretação do crime pelo Ministério Público. A pena mínima é de 24 anos. Antes, a mulher respondia por homicídio triplamente qualificado.
O crime foi cometido em 25 de março deste ano em Barra do Piraí, no sul fluminense. A 1ª Vara de Barra do Piraí anunciou nesta sexta-feira (20) que aceitou o pedido do MP para mudança na acusação. O juiz responsável pelo caso entendeu que Suzana queria principalmente extorquir dinheiro da família da vítima.
Confissão
Na audiência de instrução e julgamento, realizada em 14 de agosto na 1ª Vara Criminal de Barra do Piraí, a manicure confessou ter assassinado o menino. No interrogatório, Suzana disse que, antes de matar a criança, sequestrou João Felipe e o levou a um hotel porque pretendia extorquir R$ 300 mil da família. No entanto, ela confessou ter perdido o controle e acabou asfixiando a vítima, que já estava dopada. João Felipe foi encontrado morto em um mala na casa da acusada.
Na audiência, 12 testemunhas foram ouvidas, entre elas, o taxista que buscou o menino na escola a pedido de Suzana, enquanto a manicure esperava no carro. Ele contou que, no trajeto do colégio ao hotel, a criança brincava com a ré. No entanto, ao chegarem ao local, João Felipe estranhou a ausência da mãe. Funcionários da escola, policiais militares e um ex-namorado da ré também testemunharam no caso.
Outro a prestar depoimento foi o delegado responsável pelo caso. Ele afirmou que Suzana apresentou sete versões diferentes para a causa da morte do menino antes de confessar o assassinato na delegacia. O delegado acrescentou que, momentos antes da elucidação do crime, Suzana chegou a ir à escola para tentar confortar a família pelo sumiço de João Felipe. “É uma mulher de uma frieza impressionante”, afirmou o delegado.
Os pais de João Felipe foram as últimas testemunhas a prestar depoimento. Por determinação do juiz, os dois foram ouvidos em caráter sigiloso.















