Justiça do Rio determina soltura de policiais militares envolvidos na morte de Thiago Flausino
No alvará, o juiz decretou a proibição de contato com a família da vítima e a suspensão de trabalhos externos dos policiais
Rio de Janeiro|Bernardo Pinho*, do R7

A Justiça do Rio de Janeiro mandou soltar os quatro policiais militares envolvidos na morte de Thiago Flausino, de 13 anos, baleado em uma operação na Cidade de Deus, na zona oeste.
A decisão foi tomada após uma audiência que ouviu testemunhas de acusação. No alvará de soltura, o juiz decretou medidas cautelares, como a proibição de contato com a família da vítima e a suspensão de trabalhos externos dos policiais.
Thiago foi morto no dia 7 de setembro, quando andava de moto com um amigo na comunidade. Um mês depois, a Justiça decretou a prisão preventiva dos quatro agentes do Batalhão de Choque da PM.
Segundo a denúncia, os policiais Roni Cordeiro de Lima, Diego Pereira Leal, Aslan Wagner Ribeiro de Faria e Silvio Gomes dos Santos cometeram o crime de fraude, já que apresentaram uma pistola e munição, atribuindo a posse dos itens à vítima, Thiago Menezes Flausino.
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Além disso, andavam em um carro particular quando perseguiram a moto em que o adolescente estava, e o atingiram com três tiros. Em depoimento, os policiais disseram que Thiago trocou tiros com eles.
O policial Diego Geraldo de Souza foi denunciado por prevaricação e fraude processual por omissão, e acabou afastado da função pública. Segundo a denúncia, ele omitiu-se diante do dever de vigilância sobre seus comandados, e autorizou que eles atuassem irregularmente no local, com veículos e drones particulares durante a operação.
*Sob a supervisão de Maria Ferri















