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Justiça do Rio manda prender novamente Viúva da Mega-Sena

Segundo decisão, caso já foi esgotado em segunda instância e "não há razão para que seja postergada a execução da pena"

Rio de Janeiro|Thaís Silveira, do R7*

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Adriana Ferreira foi condenada a 20 anos de prisão
Adriana Ferreira foi condenada a 20 anos de prisão

O juiz Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito (RJ), expediu, nesta terça-feira (10), novo mandado de prisão contra Adriana Ferreira Almeida Nascimento, conhecida como Viúva da Mega-Sena.

De acordo com a decisão, houve um esgotamento da jurisdição em segunda instância e, portanto, "não há razão para que seja postergada a execução da pena, em especial no caso em análise que tem por objeto crime praticado há mais de uma década".

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Adriana foi acusada pelo assassinato do marido, Renné Senna, morto dois anos após ganhar o prêmio de R$ 52 milhões. A viúva foi apontada como mandante do crime e condenada a 20 anos de prisão em dezembro de 2016.

Testamento

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Em fevereiro deste ano, a Justiça do Rio também anulou o testamento que deixava a metade da fortuna de Renne para Adriana e a outra metade para a sua filha, Renata Senna. O pedido partiu da família da vítima. 

Segundo o desembargador Elton Leme, relator do processo, o testamento é nulo porque favorecia a viúva, que não está legitimada a receber a herança em razão da condenação criminal pela morte dolosa de Renné. O documento feito um ano antes da morte do milionário.

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O caso

Amputado das duas pernas, por sequelas da diabetes, Renné Senna deixou de ser lavrador e passou a vender doces à beira da estrada, em Rio Bonito. Em 2005, ele ganhou o prêmio milionário da Mega-Sena ao fazer uma aposta de R$ 1.

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Senna foi assassinado a tiros por dois encapuzados em um bar em Rio Bonito, a 80 km da capital fluminense, em janeiro de 2007. Quase dez anos depois, Adriana foi condenada por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e sem chance de defesa à vítima). 

Já os dois ex-seguranças do milionário, Anderson Silva de Souza e Ednei Gonçalves Pereira, são apontados como autores dos disparos e foram condenados a 18 de prisão. Eles cumprem pena desde 2009. 

*Estagiária do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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