Rio de Janeiro Justiça ouve mais testemunhas do caso da madrasta acusada de envenenar enteados no Rio

Justiça ouve mais testemunhas do caso da madrasta acusada de envenenar enteados no Rio

Segunda audiência de instrução e julgamento ocorreu na tarde desta quarta-feira (19). Ré ainda não foi interrogada 

Diretor do IML foi a primeira testemunha a ser ouvida na segunda audiência

Diretor do IML foi a primeira testemunha a ser ouvida na segunda audiência

Reprodução/ TJRJ

A Justiça do Rio ouviu, nesta quarta-feira (19), mais duas testemunhas do caso da madrasta acusada de envenenar os enteados no Rio de Janeiro, no ano passado. A ré Cinthia Mariano Dias Cabral aguarda o julgamento presa e deve ser interrogada na próxima sessão. 

A vítima Fernanda Cabral, de 22 anos, morreu no dia 28 de março de 2022, após ficar 13 dias internada. Inicialmente, a morte dela não foi tratada como suspeita. Dois meses depois, o irmão dela, um adolescente de 16 anos, apresentou os mesmos sintomas e foi hospitalizado. Ele sobreviveu ao envenenamento, e o caso levou à abertura de uma investigação —  o que levou, inclusive, à exumação do corpo de Fernanda. 

Na audiência de hoje, o primeiro a falar foi o perito Leonardo Dias, diretor do IML (Instituto Médico Legal) à época da investigação. Ele avaliou que o corpo da jovem deveria ter sido encaminhado para perícia, mas ressaltou que o trabalho só poderia ser feito a pedido de autoridade policial ou da Justiça — o que inicialmente não ocorreu.

"Até por ser uma morte suspeita, deveria ter sido levado ao IML. Não é comum uma criança saudável apresentar uma morte súbita ou doença tão grave que chegue a esse estado", explicou. 

Em seguida, falou a médica plantonista Marina Lima Silva, que atendeu Fernanda ao dar entrada no hospital. Durante o depoimento, ela disse ter ajudado a estabilizar o quadro da paciente, que estava em parada cardiorrespiratória, para que a jovem fosse levada à UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).

Ela confirmou que Fernanda apresentava respiração agônica e explicou que o sinal clínico  tem várias causas, e não só envenenamento. Por fim, disse que não teve mais acesso ao caso da jovem

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