Líder do tráfico do Borel não retorna de saída temporária e é considerado foragido
“Pepinho” cumpre pena de 41 anos e é investigado por ordenar ataque à UPP, que terminou com morte de estudante em 2019
Rio de Janeiro|Do R7
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O Disque Denúncia divulgou, na quinta-feira (22), um cartaz para ajudar a localizar Peterson Fonseca de Souza, conhecido como Pepinho, de 34 anos, apontado como uma das principais lideranças do tráfico de drogas no morro do Borel, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro.
Integrante do Comando Vermelho, ele não retornou à unidade prisional após receber o benefício da visita periódica ao lar, concedido pelo Dia das Crianças, e passou a ser considerado foragido da Justiça.
Segundo o órgão, Pepinho deveria ter voltado ao presídio até 15 de outubro. Após o descumprimento do prazo, a Vara de Execuções Penais expediu um mandado de prisão para recaptura em regime semiaberto, em 21 de outubro.
Ele cumpre pena de 41 anos de reclusão por crimes relacionados à associação para o tráfico de drogas e resistência.
O criminoso foi preso em outubro de 2019, na Praia da Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio.
Na época, acumulava 30 registros criminais e 16 mandados de prisão em aberto por diferentes delitos, incluindo homicídio, roubos e tráfico de drogas.
Pepinho também é apontado como autor intelectual de um ataque armado contra a base da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Borel, em 9 de agosto de 2019.
Na ocasião, o estudante Gabriel Pereira Alves, de 18 anos, foi atingido por um disparo enquanto aguardava um ônibus em um ponto na rua Conde de Bonfim, na Tijuca, e morreu.
Ele também era investigado por chefiar um grupo especializado em roubos de veículos e residências na Tijuca, na Barra da Tijuca e no Alto da Boa Vista.
Mais de 400 detentos não retornaram às unidades prisionais
De acordo com o levantamento divulgado pelo Disque Denúncia, até as 15h desta quinta-feira, 169 presos ainda não haviam retornado às unidades prisionais após a saída temporária do Dia das Crianças. O prazo para retorno terminou em 15 de outubro.
O balanço também aponta que 69 detentos não voltaram após a saída do Dia das Mães, cujo prazo terminou em 14 de maio, enquanto outros 174 não retornaram após o benefício do Dia dos Pais, encerrado em 13 de agosto.
Somados os três períodos de saída temporária de 2026, são 412 detentos considerados foragidos.
Os presos são procurados pela Recap (Divisão de Buscas e Recapturas), da Secretaria de Estado de Polícia Penal.
Entre os crimes atribuídos aos foragidos estão homicídio, roubo, extorsão e tráfico de drogas.
Como denunciar
O Disque Denúncia pede a colaboração da população para obter informações que ajudem a localizar Pepinho e outros detentos que não retornaram às unidades prisionais.
As informações podem ser repassadas pelo telefone (21) 2253-1177, que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
Também é possível utilizar o aplicativo Disque Denúncia RJ ou o WhatsApp pelo mesmo número. O serviço garante o anonimato dos denunciantes.
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