Rio de Janeiro Liga das Escolas de Samba orienta cancelamento de ensaios de rua

Liga das Escolas de Samba orienta cancelamento de ensaios de rua

Escolas como Grande Rio e Viradouro já anunciaram cancelamento de eventos devido ao aumento de casos de Covid-19 no Rio

  • Rio de Janeiro | Victor Tozo*, do R7

Grande Rio cancelou ensaio de rua

Grande Rio cancelou ensaio de rua

Divulgação/Acadêmicos do Grande Rio

A Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) orientou, nesta sexta-feira (7), que as escolas do grupo especial suspendam seus ensaios de rua devido ao aumento do número de casos da Covid-19 e à chegada da variante Ômicron ao Rio de Janeiro.

Escolas como São Clemente e Grande Rio já anunciaram a suspensão dos ensaios de rua. A segunda, no entanto, manteve o ensaio de quadra marcado para o próximo dia 11. A Viradouro optou por seguir com o ensaio de rua no domingo (9). As demais escolas ainda não se manifestaram sobre a recomendação.

O comunicado da Liesa atende a um pedido feito pela Riotur na tarde desta sexta, que recomendou o cancelamento ou a transferência dos eventos e ensaios das escolas para locais fechados, nos quais seria possível restringir o acesso apenas às pessoas vacinadas.

No ofício, redigido pela presidente da Riotur, Daniela Maia, é ressaltado o avanço da variante Ômicron no Rio e também da flurona, como está sendo chamada a infecção simultânea por Covid-19 e gripe.

Na última terça (4), o prefeito Eduardo Paes anunciou o cancelamento do Carnaval de rua na cidade em decorrência do aumento de casos de Covid. No entanto, ele afirmou que os desfiles na Marquês de Sapucaí devem ser mantidos devido à possibilidade de controle de acesso e do cumprimento de medidas sanitárias no local.

O Rio tem 51 casos confirmados de infecção pela variante Ômicron, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. A pasta informou que, dos últimos resultados de testes para a doença recebidos, 98% correspondem à cepa.

O estado do Rio de Janeiro registrou, nesta quinta (6), mais de 5 mil casos de Covid-19, com cinco óbitos. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde, pacientes com a doença esperam até sete horas por atendimento na rede estadual de saúde.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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