Rio de Janeiro Mãe de jovem morto em mercado no Rio nega versão de segurança

Mãe de jovem morto em mercado no Rio nega versão de segurança

Em depoimento, Dinalva de Oliveira disse que, em nenhum momento, Pedro Henrique Gonzaga fez menção de pegar arma do vigilante

Mãe de jovem morto em hipermercado nega versão de segurança

Dinalda chegou à DH acompanhada pelo advogado

Dinalda chegou à DH acompanhada pelo advogado

Reprodução/Record TV

A mãe do jovem de 19 anos morto por sufocamento no hipermercado Extra, no Rio de Janeiro, prestou depoimento nesta terça-feira (19) e negou que o filho tenha tentado pegar a arma do segurança. Dinalva de Oliveira disse na DH (Delegacia de Homicídios) que, em nenhum momento, Pedro Henrique Gonzaga fez menção de pegar o armamento do vigilante na última quinta-feira (14).

Dinalva chegou às 15h45, acompanhada por seu advogado, Marcello Ramalho, e não falou com a imprensa. Visivelmente abalada e chorando, ela entrou direto na delegacia, na Barra da Tijuca, onde foi ouvida pelo delegado Antônio Ricardo. O relato do depoimento foi feito à imprensa por Ramalho, na calçada em frente ao prédio da DH.

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“Ela está bastante abalada com isto que ocorreu. Estamos confiantes no trabalho da Polícia Civil, que deverá levar esta conduta para homicídio doloso”, disse o advogado, refutando a informação de que o jovem tenha tentado pegar a arma do vigilante. “Isto não existiu, em momento algum. Ele passou mal, correu, o segurança promoveu a imobilização e aplicou uma técnica de execução”.

O advogado considerou que os demais vigilantes que assistiram à cena sem intervir devem ser indiciados como participante de homicídio doloso.

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“Eles agiram com dolo. Aquele elemento que promove uma constrição no pescoço da vítima está ciente de que ela estava desacordada, em um processo de asfixia mecânica, de desfalecimento. Eles deveriam agir para cessar aquela ação ilícita de seu companheiro de trabalho”, disse Ramalho.

Hipermercado Extra

O hipermercado Extra divulgou nota informando que rescindiu o contrato com a empresa de segurança. “A empresa [Extra] tem total interesse na apuração integral dos fatos e está colaborando plenamente com as investigações, pautando-se pelos princípios da lealdade e busca total da verdade. O Extra reitera que se solidariza com os familiares de Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga, já estando inclusive à disposição para um contato no tempo que considerarem adequado.”

Nesta quarta-feira (20), o segurança que imobilizou Pedro e os demais vigilantes que presentes no momento do crime deverão prestar depoimento.