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Magistrados pedem medidas sobre pichações na Justiça do Rio

Nos prédios da Seção Judiciária do Rio de Janeiro e do Centro Cultural Justiça Federal estava escrito: "Lula livre" e "Pela Democracia", entre outras pichações

Rio de Janeiro|Do R7

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Manifestantes que protestavam contra o decreto de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva picharam os prédios que sediam a Seção Judiciária do Rio de Janeiro e do Centro Cultural Justiça Federal, na Cinelândia no centro do Rio, na noite de sexta-feira (6). 

As pichações - "Lula livre" e "Pela Democracia" eram algumas delas - foram feitas no fim de uma passeata que começou na Candelária e desfilou pela Avenida Rio Branco.


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Um dos alvos dos pichadores foi a sede do CCJF (Centro Cultural da Justiça Federal), tombado pelo Iphan (Instituto Histórico e Artístico Nacional). De acordo com o TRF2 (Tribunal Regional da 2ª Região), a construção, de 1909, é uma das mais antigas do corredor cultural da Cinelândia. Outro prédio atingido pelas pichações foi o da Seção Judiciária, ocupado por setores administrativos e varas federais cíveis.


Segundo nota do TRF2, durante a ação, acontecia um evento cultural no CCJF. Os participantes do evento permaneceram dentro do prédio. Na manhã deste sábado (7), as pichações já tinham sido apagadas.

Protesto


A Ajufe (Associação dos Juízes Federais) protestou contra a ação dos pichadores em nota divulgada neste sábado. Segundo o texto, "as instituições estão sofrendo agressões que colocam em risco o Estado Democrático de Direito no Brasil".

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A associação defendeu que o Ministério da Segurança Pública tome "providências urgentes" para a garantia da ordem pública e da integridade física das pessoas que enfrentam a corrupção.

"Fatos dessa natureza são inadmissíveis e intoleráveis, exigindo-se a imediata identificação e punição exemplar dos autores", diz o texto assinado pelo presidente da Ajufe, Roberto Carvalho Veloso.

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