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Modelo sequestrado e morto por traficantes é enterrado nesta terça, no Rio

Matheus Motta teria sido confundido com PM por causa de fotos com roupa de paintball

Rio de Janeiro|Do R7

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Matheus foi confundido com PM e morto no tribunal do tráfico
Matheus foi confundido com PM e morto no tribunal do tráfico

Será enterrado, na manhã desta terça-feira (8), o corpo de Matheus Motta, de 20 anos, jovem que foi sequestrado e morto por traficantes do Complexo do Chapadão, em Costa Barros, zona norte do Rio. O sepultamento está marcado para as 10h, no Cemitério de Irajá.

Segundo as investigações, o estudante foi submetido ao tribunal do tráfico após ser confundido com um policial militar por causa de uma foto em seu celular. Na imagem, Matheus usava uma roupa comum em partidas de paintball, parecida com fardas pretas da Polícia Militar.


Matheus passava pela comunidade do Chapadão na garupa da moto de um amigo. Os dois divulgavam uma festa quando foram abordados pelos traficantes. Após encontrarem a foto, os criminosos submeteram Matheus ao tribunal do tráfico, no alto da comunidade, e liberaram o amigo.

Segundo a Polícia Civil, a pena do tribunal do tráfico é queimar corpos dentro de carros em bairros distantes do Chapadão. O corpo de Matheus foi encontrado em veículo incendiado na Praça Seca, na zona oeste da cidade.


O corpo do jovem foi reconhecido nesta segunda (7) pela família no IML (Instituto Médico Legal), principalmente por causa do alargador que ele usava. Posteriormente, um exame de DNA confirmou que o corpo carbonizado encontrado dentro de um carro era de Matheus.

O jovem de 20 anos tinha namorada e pretendia concluir o Ensino Médio ainda este ano. Após terminar o curso, ele pretendia fazer concurso para a Polícia Militar ou para a Polícia Civil porque "tinha o sonho de acabar com a corrupção".


No alto da comunidade dominada pela facção criminosa que matou Matheus, a Polícia Militar encontrou ao menos cinco carros de luxo "depenados". Segundo a polícia, é comum o roubo de carros na região para revenda de peças ou para serem usados pelos criminosos dentro da comunidade.

Veja a reportagem:

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