Moradores desalojados no Rio protestam por aluguel social e moradia
Manifestantes dizem que algumas pessoas removidas estão morando na rua
Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil
Um grupo de aproximadamente 300 pessoas ocupava no início da tarde desta quinta-feira (6) a entrada do prédio anexo da prefeitura do Rio de Janeiro, região central, onde funciona a Secretaria Municipal de Habitação. Os ocupantes tentam receber o aluguel social ou cadastramento no programa Minha Casa, Minha Vida. A entrada do prédio foi reforçada com homens da Guarda Municipal, que impediam a entrada de pessoas no prédio da secretaria, o que acabava acirrando os ânimos. Procurada, a prefeitura não se pronunciou até a liberação desta matéria.
Os manifestantes foram expulsos, no último dia 27, dos galpões onde moravam, no bairro Santo Cristo, próximo à quadra da escola de samba Unidos da Tijuca, e agora alegam que não têm onde morar. O local de onde eles foram retirados faz parte do projeto Porto Maravilha, que passa por intenso processo de valorização imobiliária, com a construção de imóveis - a maioria destinados a escritórios e salas comerciais.
Na ocasião da retirada, as famílias desalojadas fizeram protestos, interrompendo avenidas, para chamar a atenção, mas não obtiveram avanços. Parte dos moradores recebeu R$ 1,2 mil como aluguel social, mas muitos que não se encontravam no local quando foi feito o cadastro, pois estavam trabalhando, ficaram sem receber a quantia.
Anderson Luiz Alves Silva, um dos manifestantes, disse que tem gente que está morando na rua após a remoção.
— Nós queremos uma posição de alguém, do que vai ser feito conosco. Se vão nos deixar jogados às traças, ou se vão dar um jeito nas nossas vidas. Eles chegaram às 5h da manhã e nos tiraram. Não cadastraram todos. Tem gente morando na rua.
Muitos recorreram a casas de parentes, mas alegam que a situação está insustentável. Maria Ribeiro Sampaio recorreu à casa de uma sobrinha após ser removida com os cinco filhos.
— Eu estou com os meus cinco filhos na casa da minha sobrinha, que até já está mandando eu ir embora. Demoliram o meu barraco, e agora estou na casa dos outros. Eu quero uma solução.
Mesmo quem recebeu o aluguel social quer a garantia de que será encaminhado para um imóvel futuramente, pois o valor pago corresponde a três meses de aluguel, no valor de R$ 400 por mês, o que não permite alugar um imóvel na maior parte dos bairros da cidade.















