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Moradores do Jardim Botânico não aceitam acordo proposto pela União

Cerca de 520 famílias moram há décadas em terreno do Governo

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Os moradores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro decidiram, em reunião com representantes da Secretaria de Patrimônio da União, Ministério do Meio Ambiente e da Casa Civil da Presidência da República, que não vão aceitar a atualização do cadastro para remoção das 520 famílias que moram há décadas no terreno da União. De acordo com a presidenta da Associação de Moradores e Amigos do Horto, Emília Maria de Souza, que representa as famílias, a proposta não é a decisão final e o acordo não ocorrerá dessa forma.

— Não vamos aceitar esse tipo de imposição. Vamos partir judicialmente e politicamente para mudar essa proposta e teremos uma reunião na quinta-feira (9) ou no próximo sábado (11) para discutirmos de que forma vamos agir.


A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou na terça-feira (7) o novo perímetro do Jardim Botânico, que ficará com uma área de 132,5 hectares. Pretende-se transformar o espaço em um centro de referência internacional em botânica. O projeto cumpre determinação do TCU (Tribunal de Contas da União) e tem como prioridade a preservação do meio ambiente, o patrimônio histórico tombado e a eliminação das situações de risco na área do parque.

O Ministério do Meio Ambiente montou um escritório dentro do próprio Jardim Botânico para que seja feito o recadastramento das famílias dentro dos próximos 30 dias, com a participação de todos os órgãos federais envolvidos, em que cada família poderá obter informação sobre sua situação e as soluções propostas para cada caso.


De acordo com a presidenta da Associação de Moradores, essa situação seria humilhante para os moradores e ninguém concordou com a medida do governo.

— Nós estaríamos legitimando essa decisão e nós vamos lutar pela permanência nas casas.

A ministra Izabella Teixeira citou a necessidade de expansão da coleção de plantas brasileiras de Mata Atlântica na área do Jardim Botânico, além de incentivos à Escola Nacional de Botânica Tropical, expansão na área de biotecnologia, estruturação de laboratório para sequenciamento molecular, ampliação de viveiros de espécies nativas e consolidação do complexo sociocultural do parque.

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