Rio de Janeiro 'Morava na favela e tinha sonhos', diz prima de estudante morto

'Morava na favela e tinha sonhos', diz prima de estudante morto

Gabriel Alves morreu na última sexta-feira (9) com um tiro no peito em um ponto de ônibus próximo ao morro do Borel, na Tijuca, zona norte da capital

RJ: “Morava na favela, mas tinha sonhos”, diz prima de estudante morto

Gabriel tinha 18 anos e sonhava em ser jogador de futebol

Gabriel tinha 18 anos e sonhava em ser jogador de futebol

Reprodução / Record TV Rio

O corpo de Gabriel Alves, de 18 anos, foi velado no último domingo (11) em um cemitério no bairro do Caju, zona portuária do Rio de Janeiro. Familiares e amigos do estudante, baleado no peito em um ponto de ônibus enquanto ia pra escola, próximo ao morro do Borel, na Tijuca, zona norte da cidade, protestaram contra sua morte.

Uma das primas de Gabriel, Beatriz dos Santos, destacou que o estudante sempre deve ser lembrado por sua alegria e pela vontade de realizar seus sonhos, como ser jogador de futebol.

“Quero deixar uma lembrança do Gabriel alegre, ele era um menino muito feliz. Morava na favela, mas tinha sonhos. E ele corria atrás dos sonhos dele para realizar”, disse Beatriz durante o velório.

A morte de Gabriel motivou o protesto de moradores de comunidades da Tijuca contra o aumento da violência na região. Segundo levantamento do ISP (Instituto de Segurança Pública), cinco pessoas foram assaltadas por dia no bairro durante o primeiro semestre de 2019.

“Meu primo não tinha que ter ido, mas a gente sabe que daqui a pouco, daqui a dias outros serão noticiados”, lamentou Stefani Sabino, também prima da vítima.

Segundo a Polícia Militar, a base da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) foi atacada momentos antes de Gabriel ser baleado. Entretanto, a corporação não teria reagido, versão contestada por moradores da comunidade.

Cinco pessoas são assaltadas por dia na Tijuca, aponta levantamento

O jovem chegou a ser levado para um hospital da Tijuca, mas não resistiu ao ferimento.

“Eu acordava meu filho pra ir pra escola, pro futebol, pro curso dele. Nunca imaginaria que minha esposa me pediria para meu filho de um caixão”, desabafou o pai de Gabriel, Fabrício Alves.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Ingrid Alfaya