Rio de Janeiro Morte de contraventor: polícia analisa imagens de 64 câmeras

Morte de contraventor: polícia analisa imagens de 64 câmeras

De acordo com a Record TV, homem encapuzado foi responsável pelos disparos contra Fernando Iggnácio. Cápsulas de fuzil foram recolhidas no local

  • Rio de Janeiro | Do R7, com RecordTV Rio

A Polícia Civil analisa imagens de 64 câmeras de segurança do heliporto onde o contraventor Fernando de Miranda Iggnácio, de 55 anos, foi morto a tiro nesta terça-feira (10).

De acordo com informações da Record TV Rio, o arquivo, que pode ajudar a polícia a esclarecer o crime, está armazenado em dois computadores.  

Fernando Ignnácio era ex-genro de Castor de Andrade

Fernando Ignnácio era ex-genro de Castor de Andrade

Record TV Rio

As imagens mostraram que um homem encapuzado desceu do veículo e fez os disparos a uma distância de cerca de 5 metros da vítima.

Ao menos quatro veículos suspeitos foram vistos rondando o local.  

Fernando Iggnácio foi atingido na cabeça após desembarcar de um helicóptero quando retornava de uma viagem em Angra dos Reis, na Costa Verde. 

A mulher do contraventor sobreviveu ao ataque. Ela teria se abrigado no helicóptero, que retornou às pressas para Angra. 

Os investigadores recolheram no local do crime cápsulas de fuzil. Até o momento, nenhuma hipótese foi descartada.

Fernando era ex-genro de um dos mais famosos bicheiros, o Castor de Andrade, que morreu em 1997.

Ele já havia sido alvo de investigações relacionadas a homicídios e contra a máfia dos caça-níqueis.

Disputa em família

Após a morte de Castor, a família Andrade entrou em disputa pelos negócios do bicheiro.

Em 1998, Paulo Roberto Andrade, o Paulinho, que havia declarado guerra ao primo Rogério de Andrade, foi assassinado na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

O lugar de Paulinho na batalha foi assumido pelo cunhado Fernando Iggnácio, que, segundo a polícia, controlava uma empresa exploradora de caça-níqueis na zona oeste.

Rogério e Fernando começaram a bater de frente em 2001, mesmo ano em que a polícia passou a apreender aparelhos de caça-níqueis e videopôquer no estado do Rio. Os conflitos se iniciaram com ataques às máquinas de um grupo por integrantes do outro, mas logo evoluíram para tiroteios que deixaram mais de 50 mortos.

Rogério escapou de uma tentativa de assassinato em 2001. Nove anos depois, em abril de 2010, um de seus filhos, de 17 anos, morreu num atentado a bomba.

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