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Morte de modelo: médico cirurgião presta depoimento nesta quinta (14) 

Segundo o Cremerj, médico não tinha título de especialista registrado

Rio de Janeiro|Do R7

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Raquel Santos morreu na última segunda-feira (11) após se submeter a um procedimento de preenchimento facial
Raquel Santos morreu na última segunda-feira (11) após se submeter a um procedimento de preenchimento facial

O cirurgião plástico Wagner Moraes, dono da clínica onde a modelo Raquel Santos se submeteu na última segunda-feira (11) a um procedimento de preenchimento facial, prestou depoimento no fim da manhã desta quinta-feira (14) na delegacia de Jurujuba (79ªDP), em Niterói, região metropolitana do Rio. Outros médicos, do Hospital das Clínicas de Icaraí, que prestaram socorro à vítima que morreu após sofrer parada cardíaca, também prestarão esclarecimentos nesta quinta. Além dos médicos, o marido da modelo prestará depoimento nesta sexta (15).

O Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) abriu sindicância para apurar as circunstâncias da morte. De acordo com o conselho, embora não seja obrigatório que os profissionais inscritos no órgão informem a sua especialidade, o médico Wagner Alberto de Moraes, que realizou o procedimento, não tem título de especialista registrado.


Wagner Moraes já havia afirmado que ela não revelou que aplicava estimulante de cavalo nas coxas.

— Isso é uma bomba. Isso explode. Assim como aumenta a coxa, aumenta também o coração, que também é o músculo. Então, o que ocorreu ontem, não foi um assunto de cirurgia plástica.


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Raquel Santos foi enterrada nesta quarta-feira (13) em São Gonçalo, região metropolitana do Rio.


Em nota, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica afirma que repudia “veementemente a atuação de médicos não especialistas em cirurgia plástica, que por falta de formação específica, colocam em risco a segurança e a vida de seus pacientes”. 

Segunda a instituição, ela é a única a titular esse tipo de especialista no Brasil e condena a atitude de médicos como o doutor Wagner Moraes, “que se denominam 'cirurgião plástico' sem nunca ter sido titulado para tal, ludibriam seus pacientes, abusando de sua boa-fé e criminalizam o exercício da profissão”.

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